O Centro Cultural Gil Vicente acolhe desde sexta-feira a exposição “Álvaro Mendes – 35 Anos de Pintura”, com 35 obras do pintor radicado em Sardoal e que marcou presença na abertura de uma mostra onde estão representados “quase todos os lugares por onde andei e pintei, exceto Santarém, Constância e Ourém”, explicou o artista perante uma plateia de amigos, admiradores e amantes da arte.
Na ocasião, o artista explicou como se fixou no concelho, agradecendo a Francelina Chambel, ex-presidente da Câmara Municipal de Sardoal, por o ter convidado para a sua primeira exposição no Sardoal, tendo a Câmara, posteriormente, cedido a Cadeia Velha, que funciona como atelier de Álvaro Mendes até aos dias de hoje.
A esse propósito, o artista afirmou sentir-se “um prisioneiro deliciado” com a sua prisão, agradecendo, igualmente a Fernando Moleirinho, também ex-presidente de Câmara.

Álvaro Mendes nasceu em Sintra, em 1945, mas as suas raízes estão no Sardoal, mais propriamente na aldeia de Cabeça das Mós. Em 1960 entrou para a Escola de Artes Decorativas António Arroio, tendo frequentado o curso de Desenhador-Gravador Litógrafo. Ainda nos anos 60 iniciou-se na criatividade publicitária como desenhador gráfico. A ilustração surgiu paralelamente como complemento a essa atividade. Entre 1968 e 1970 cumpriu missão militar na Guiné-Bissau, onde o desenho e a pintura tornaram menos penosa essa estadia.
Após o regresso de África, continuou a atividade na área da visualização e direção de arte e iniciou o curso de pintura, latente desde sempre, torna-se esta, cada vez mais, um imperativo.
Desde então, Álvaro Mendes já foi convidado para pintar um pouco por todo o país e recebeu inúmero prémios. Leciona desenho e pintura, desde 2006, na Associação Cultural de Abrantes e, este ano, deu formação em linogravura.
Presente na inauguração esteve igualmente o presidente da Câmara de Sardoal que começou por lembrar as palavras da ministra da Habitação, Marina Gonçalves, aquando da visita à Mostra de Saberes e Sabores: “isto é uma terra de artistas. É verdade!”, concordou Miguel Borges, lembrando Gil Vicente que por ali passou e os mestres do Sardoal, da Escola de Coimbra.
“Sardoal é um microclima cultural com 500 anos comprovados”, observou.
No período das Festas do Concelho, até 24 de setembro, a exposição pode ser visitada das 15h00 às 20h00. Nos restantes dias pode ser visitada de terça a sábado, das 15h00 às 20h00.


Universidade Sénior mostra cerâmica no espaço Cá da Terra
Outras exposição foi inaugurada na sexta-feira, primeiro dia das festas do concelho, desta feita no espaço Cá da Terra, para ficar até 17 de novembro, igualmente no Centro Cultural Gil Vicente. Trata-se da exposição de Cerâmica da Universidade Sénior de Sardoal.
A mostra, no âmbito das Festas de Sardoal, integra cerca de três dezenas de peças elaboradas por 14 alunos nas aulas de cerâmica da Universidade Sénior, que são lecionadas por Sofia Neves e Maria Milheiriço.
No período das Festas do Concelho, ou seja até 24 de setembro, a exposição pode ser vista das 14h00 às 20h00. Nos restantes dias pode ser visitada no horário de funcionamento do Cá da Terra, de terça a sexta-feira, das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00, e ao sábado, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h30.








