Exposição “O Inferno em Gil Vicente" vai estar patente no Centro Cultural de Sardoal a partir do dia 22 de setembro. Foto: DR

O Centro Cultural Gil Vicente vai ter patente, entre 22 de setembro e 30 de outubro, a exposição de marionetas “O Inferno em Gil Vicente segundo o imaginário de José Carlos Barros”.

As 14 marionetas presentes na mostra são peças escultóricas de elevado recorte e requinte que representam personagens do “Auto da Barca do Inferno” e que resultam de um apurado trabalho de investigação do seu autor, José Carlos Barros.

As peças em causa foram criadas para a produção das Marionetas de Lisboa (1985-2010), estreada na Sala Experimental do Teatro Nacional D. Maria II, em 22 de abril de 1986 e que estiveram em cena até 18 de maio do mesmo ano.

A presença desta mostra no Centro Cultural Gil Vicente baseia-se não só na sua importância enquanto património cultural nacional, mas também na ligação de Gil Vicente ao Sardoal, que é referido várias vezes nos textos de Gil Vicente, dos quais se podem destacar a “Tragicomédia Pastoril da Serra da Estrela” e o “Auto da Barca do Inferno”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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