A Sala Multiusos da Biblioteca Municipal de Sardoal acolhe, até 30 de setembro, a exposição de fotografia “Casa Falcão”, da autoria de Paulo Jorge de Sousa. A mostra apresenta um conjunto de imagens que documentam a antiga loja “Casa Falcão”, um espaço comercial de referência no concelho de Sardoal, frequentemente apelidado pela população local de “Centro Comercial do Sardoal” pela diversidade de produtos que oferecia.
Desde 1949, ali se vendeu praticamente de tudo, deste mercearia, brinquedos, produtos de papelaria, sapatos, tecidos a metro, pronto a vestir, loiças, plásticos, sementes, entre mil outras coisas, tendo o estabelecimento encerrado portas a 15 de dezembro de 2015, num dia pleno de emoções e que o fotógrado Paulo Jorge de Sousa registou para a posteridade.
Durante a última hora da Casa Falcão, muitas foram as pessoas que por lá passaram, quer para fazerem as últimas compras com descontos significativos, quer para desejar boa sorte e dar uma palavrinha de conforto aos proprietários, o “Senhor Arnaldo” (Arnaldo Cardoso), à sua esposa, a “Dona Nelinha” (Maria Manuela Falcão), e ao último funcionário no ativo, o “Julito” (Júlio Chambel).
Havia no ar um sentimento generalizado de gratidão que passava de clientes para proprietários e vice-versa e, ao mesmo tempo, uma sensação comum (de impotência) de que o Sardoal estava a perder parte do seu património, parte da sua memória. O Paulo Jorge de Sousa estava lá para registar aqueles momentos.




Ainda antes de encerrar portas, cerca de duas dezenas de comerciantes da vila entraram na Casa Falcão para entregar um “reconhecimento” escrito aos proprietários, pelos 67 anos de dedicação, e onde registam também “um abraço solidário e de conforto”, com um total de 35 assinaturas.
Arnaldo Cardoso leu, em primeira mão, uma carta de agradecimento que viria a mandar publicar num dos jornais regionais.
A Casa Falcão iniciou a sua atividade em 1949 num outro edifício contíguo ao atual, através de Manuel Nascimento Falcão. Em 1974 foi adquirida por Arnaldo Silva Cardoso (genro) mantendo a mesma designação comercial. Apenas em 1981, com uma pequena reestruturação, passou a ter a designação de “Cardoso e Falcão”.





Era conhecida por vender praticamente de tudo, deste mercearia, brinquedos, produtos de papelaria, sapatos, tecidos a metro, pronto a vestir, loiças, plásticos, sementes, entre mil outras coisas, deste produtos alimentares, brinquedos, produtos de papelaria, sapatos, plásticos, sementes, loiças, tecidos a metro, pronto a vestir, entre mil outras coisas.
A exposição pode ser visitada durante o horário de funcionamento da Biblioteca Municipal, que, desde o início de setembro, passa a estar aberta de terça-feira a sábado.

