Diários Sardoal. Créditos: Tânia Araújo MEF

O Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, acolhe até dia 24 de junho a exposição de fotografia do projeto “Diários de um Interior”, uma iniciativa da PARTIS – Práticas Artísticas para a Inclusão Social. A inauguração da mostra está marcada para esta quinta-feira, às 18h00.

“Diários de Um Interior” é um projeto da Associação EPSEDUSA – Clique, apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian através da iniciativa PARTIS – Práticas Artísticas para a Inclusão Social, em parceria artística com o Movimento de Expressão Fotográfica (MEF) e em parceria institucional com o Município do Sardoal e o Agrupamento de Escolas de Sardoal.

O projeto, que decorreu no Sardoal entre 2019 e 2023, assenta na ideia “Um dia destes já não há histórias para contar…” e na sua vertente artística consistiu em colocar a população local a recolher narrativas visuais com base nas suas memórias e no quotidiano atual. A partir daí, foram implementados programas educativos e materiais adaptados às especificidades da comunidade participante, para promover competências pessoais, sociais e cognitivas trabalhadas na dimensão artística do projeto.

Este é um projeto de participação pela arte cujos objetivos são a inclusão social de indivíduos e comunidades do interior do país em risco de perder a sua identidade, história e cultura e o desenvolvimento de competências artísticas, culturais e educativas que envolvam a reflexão sobre os processos de capacitação dos indivíduos e a coesão social.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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