Filme 'Bunker', de João Estrada. Foto: DR

A iniciativa é do Espalhafitas, cineclube de Abrantes, que organiza e promove na quarta-feira, dia 1 de novembro, o filme ‘Bunker’, no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal. A curta-metragem de ficção científica conta a história de um “mundo poluído pela radiação atómica” onde apenas “cinco sobreviventes encontram refúgio num abrigo subterrâneo”. Porém, “a súbita descoberta de um raro e milagroso medicamento irá semear a discórdia dentro do grupo”.

O filme ‘Bunker, ou Contos que Ouvi Quando o Mundo Caiu’ que conta com realização e produção de João Estrada, e parceria deste no argumento com Diogo Caetano, tem a particularidade de ser a irmã do realizador, Maria Estrada, a jovem protagonista Mariana, integrando o elenco juntamente com os atores António Capelo, Maria João Abreu, Irene Cruz, Diogo Lagoa da Costa, Miguel Vieira e José Neto.

“Quando um deles descobre uma dose individual de KB-LB, que supostamente daria imunidade a quem o tomasse, o grupo tem que decidir quem merece os benefícios do medicamento, escapando a uma inevitável morte lenta. A necessidade da escolha desperta o que há de pior em cada um dos membros do grupo, à exceção de uma velha senhora, que se esforça por manter a razão e proteger a protagonista desta história, uma criança chamada Mariana, que sonha em encontrar um sítio melhor…”, pode ler-se na sinopse.

O realizador João Estrada. Créditos: DR

João Estrada, cresceu em Abrantes, mas nasceu em Coimbra, em 1994. Frequentou as Escolas Secundárias Dr. Solano de Abreu e Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes. Estudou cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema e trabalha maioritariamente como realizador e montador, criando conteúdos para cinema, televisão e em contexto institucional.

Licenciado em 2016 pela Escola Superior de Teatro e Cinema, nas áreas de Som e Realização, é realizador de filmes como ‘Um Cadáver Chamado Alfredo'(2013), ‘Bunker ou Contos que Ouvi Depois do Mundo Acabar'(2020) e das webséries ‘Dar a Ver’ (2021) e ‘À Nossa Guarda’ (2022-23), entre outros trabalhos.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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