A água tende a ser um recurso cada vez mais escasso e portanto os especialistas defendem poupança e uma forma eficiente da sua utilização. Na passada quarta-feira, o vereador eleito pelo Partido Socialista, Pedro Duque, em reunião de Câmara Municipal de Sardoal, quis saber se existiam preocupações com o uso sustentável de água por parte do executivo municipal no concelho, designadamente na rega de jardins.
“Nunca tivemos gastos exagerados de água, e temos sido contidos, apesar de termos alguns jardins”, começou por explicar o presidente Miguel Borges (PSD) avançando com a realização de um furo no Ribeiro Barato, sendo que o mesmo depende de autorização da Agência Portuguesa do Ambiente.
“É um processo que está a decorrer, mas a contenção não é só de agora!”, assegurou o presidente. “Uma das nossas preocupações é a quantidade de espaços verdes disponíveis que a nova escola tem”.
Nesse sentido, deu conta de uma visita à Escola conjuntamente com a vereadora Patrícia Rei e com profissionais de um gabinete de arquitetura paisagística “para nos ajudar a perceber o que ali pode ser feito, tendo em conta aquilo que são os espaços verdes, a existência de espaços verdes e espaços ao ar livre, as sombras para esses espaços verdes e também a contenção de gastos em termos de água. Se vamos relvar tudo aquilo que está disponível, não há dinheiro que chegue”, afirma.

O executivo municipal de Sardoal aguarda agora pela apresentação de “uma proposta de trabalho” no sentido de “haver ali um projeto de intervenção” na nova escola. Avançou ter sido também pedido uma proposta para a entrada da vila.
“Não só a parte intervencionada mas também a barreira do outro lado. É nossa intenção juntamente com os proprietários”. A ideia passa por realizar um protocolo “para dar um ar também diferente àquela entrada”, explica Miguel Borges.
Ainda sobre os espaços verdes da nova escola, o vereador Jorge Gaspar (PSD) afirmou que “o projeto da escola foi feito numa altura em que tudo estava previsto ligar à rede pública”.
Para o vice-presidente existem duas questões: “a água enquanto recurso escasso, independentemente se é cara ou é barata; e na atual conjuntura a água é muito cara”. Nesse sentido, e extra projeto da escola, o executivo de maioria social democrata decidiu que “todos os espaços verdes da escola vão ter regra através do furo dos Bombeiros Municipais e não da rede pública”.
Em Sardoal, o investimento total na nova escola, que com equipamentos ronda os 5 milhões de euros, é financiado a 85% por fundos comunitários, havendo uma componente suportada pelo Ministério da Educação de 7,5% (200 mil euros) e outra de 7,5% suportada pelo Município, cerca de 400 mil euros.
Recorda-se, relativamente à poupança da água, que os especialistas consideram também as perdas nos sistemas municipais que dizem poder ser facilmente colmatadas, e que permitem poupar água, num país onde há concelhos com perdas de água na ordem dos 80%.
