'Ledores no Breu'. Créditos: Alécio Cézar

O Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, recebe no próximo dia 21 de outubro, sexta-feira, pelas 21h30, a peça de teatro “Ledores do Breu” da Companhia do Tijolo, do Brasil.

Inspirado no texto “Confissão de Caboclo” do poeta Zé da Luz e no pensamento e prática do educador Paulo Freire, este espetáculo traz à cena um monólogo pelo ator brasileiro Dinho Lima Flor com encenação de Rodrigo Mercadante, no qual se “trata das relações entre o homem sem leitura e sem escrita com o mundo ao seu redor. Histórias entrelaçadas que acompanham analfabetos em pleno século XXI, homens percorrendo distâncias para elucidar suas dúvidas, seus erros e seus crimes.”

A Companhia do Tijolo, do Brasil, foi formada por membros que faziam parte de dois tradicionais grupos de teatro de São Paulo: o Teatro Ventoforte e a Companhia São Jorge de Variedades.

A apresentação desta peça em Sardoal insere-se na Mostra São Palco 2022 que tem curadoria de Jorge Louraço Figueira e que é um ciclo de teatro brasileiro apresentado em oito localidades portuguesas, nas quais se inclui o Sardoal.

O espetáculo tem entrada livre, sujeita ao levantamento de bilhete.

A iniciativa insere-se no projeto “Caminhos Literários”, que resulta de uma candidatura conjunta apresentada pelos Municípios de Abrantes, Constância e Sardoal ao Programa Operacional Regional do Centro 2014-2020. O projeto, que explora os territórios ligados a António Botto, Camões e Gil Vicente, pretende disponibilizar o usufruto da arte em locais públicos e de acesso livre e trará a estes territórios vários espetáculos de música, artes visuais e cinema documental, entre outros.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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