A tertúlia Cais de Encontro regressa esta terça-feira, dia 18 de junho ao Centro Cultural de Sardoal, às 21h00. Nesta edição, com organização da associação Palha de Abrantes, a convidada é a escritora e jornalista Marta Martins Silva, autora dos livros ‘Retornados’ (2023), ‘Cartas de amor e de dor’ (2021) e ‘Madrinhas de Guerra’ (2020).
Marta Martins Silva nasceu em Aveiro, em 1984. Licenciou-se em Jornalismo e Ciências da Comunicação, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desde 2007, trabalha na revista Domingo, do Correio da Manhã. Escreveu dois livros sobre a correspondência durante à guerra colonial e deu voz a milhares de portugueses que, após o 25 de Abril, voltaram a Portugal.
O livro ‘Retornados’ conta como mais de seiscentos mil portugueses abandonaram África, depois do 25 de Abril, e chegaram a um Portugal que os ostracizou, perpetuando uma sensação de abandono a quem partiu de mãos vazias.
Já o livro ‘Madrinhas de Guerra’ é o retrato quase esquecido destas mulheres pela voz das próprias, mas também das lutas dos homens a quem escreviam, protagonistas de uma guerra que deixou atrás de si um rasto de sangue e de destruição.
Em ‘Cartas de Amor’, Marta revela as cartas que os ex-combatentes trocavam com aqueles que lhes eram queridos e através das quais podemos compreender melhor o pais que fomos nos anos sessenta e setenta do século passado.
A tertúlia “Cais de Encontro” acontece quinzenalmente em Sardoal (1ª terça feira do mês, no Centro Cultural Gil Vicente) e Abrantes (3ª terça feira do mês no edifício Sr. Chiado, em Abrantes), sendo uma iniciativa da Palha de Abrantes – Associação de Desenvolvimento Cultural com o apoio do Município. Esta terça-feira, dia 18, a tertúlia realiza-se em Satdoal.
Trata-se de “um espaço de encontro entre pessoas daqui e dali, com preocupações sociais, ambientais, culturais, filosóficas e outras. As sessões pretendem envolver todos os participantes a pensar e refletir questões do indivíduo e, consequentemente, da sociedade, informalmente, na primeira pessoa ou através da voz de um convidado, do texto de um escritor, jornalista, poeta ou outros, da música de um compositor ou executante, da fotografia de um fotógrafo ou apreciador desta arte, de uma tela ou do seu pintor, etc”.
“Porque é um imperativo retomar o lugar de encontro, e que todos os lugares de encontro possam ser cais de chegada ou partida para o mundo”, refere a associação Palha de Abrantes.

