Tal como o mediotejo.net noticiou, na passada terça-feira, relativamente à presença de vários elementos da Polícia Judiciária no edifício da Câmara Municipal de Sardoal, a ação foi levada a reunião de Câmara pelos vereadores da oposição que quiseram saber se existia relação entre as “diligências” efetuadas pela PJ e “alterações orgânicas dentro da estrutura dos funcionários do Município”. Isto porque as buscas da PJ visaram o posto de trabalho de um funcionário, o mesmo que foi visado por essas alterações, tendo sido substituído.
Na última reunião de Câmara de Sardoal, esta quarta-feira, dia 5 de junho, o vereador Pedro Duque (PS) questionou o presidente Miguel Borges (PSD) se a “alteração orgânica dentro da estrutura dos funcionários do Município”, ou seja a substituição, nos últimos dias, do encarregado pessoal de exterior “tem ou não relação direta com as notícias recentes de diligências que foram efetuadas na Câmara pela Polícia Judiciária” uma vez que, adiantou, “existe um dominador comum, é uma pessoa em concreto”.
Por outro lado, vereador socialista opinou que “sendo uma alteração relativamente estrutural era importante que tivesse sido debatido aqui ou dando conhecimento a esta Câmara” uma vez que, segundo entende, trata-se de “reorganizações do serviço com algum impacto”.
Em resposta Miguel Borges disse “não perceber onde quer chegar quando diz que há relação direta entre estas alterações de recursos humanos e aquilo que se passou ontem com a Polícia Judiciária”.
Negando quaisquer “alterações estruturais” de recursos humanos, o presidente defendeu em alternativa “uma gestão de recursos humanos que é única e simplesmente competência do presidente de Câmara que pode fazer as alterações que entender e como entender”. Miguel Borges lembrou que “ao longo destes anos de mandato” ocorreram “muitas alterações de acordo com a eficiência e eficácia dos serviços municipais” e lamentou que “apenas esta“ em concreto preocupasse os vereadores da oposição.
Quanto à presença da Polícia Judiciária no edifício da Câmara Municipal, Miguel Borges confirmou que os “inspetores quiseram ter acesso ao posto de trabalho de um funcionário” por alegado uso indevido de um computador, uma questão em investigação mas “do foro da vida pessoal desse funcionário” tendo os agentes sido acompanhados pelos técnicos de informática da autarquia, acrescentou.
Miguel Borges garantiu aos vereadores, como também já havia garantido ao nosso jornal, que se trata de uma questão sem relação “com a Câmara. Por isso, nunca poderia haver essa ligação que o senhor está a querer dar”, respondeu a Pedro Duque.
