Alcaravela, Sardoal. Foto: mediotejo.net

O concurso público para a realização das obras nas passagens hidráulicas da Serra de Alcaravela, em Sardoal, ficou deserto, avançou o presidente da Câmara Municipal, Miguel Borges (PSD), em reunião de executivo. As obras das passagens hidráulicas da Serra de Alcaravela têm um custo de 537 mil euros. O facto do concurso ter ficado deserto implica agora a abertura de um novo concurso.

A pergunta partiu do vereador da oposição, Pedro Duque (PS), tendo pedido um ponto de situação relativamente àquelas obras. Recorda-se que em 2022 foi detetado um abatimento numa passagem hidráulica no troço da EN 244-3, entre o cruzamento no Valongo com o cruzamento de Santa Clara, na Serra de Alcaravela.

Na época os serviços técnicos da Autarquia avaliaram e enviaram imagens ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) que concordou com o encerramento da estrada ao trânsito de veículos pesados, decisão tomada na altura pela Câmara Municipal.

O processo tem decorrido desde então, com o envolvimento de um empréstimo aprovado pelo executivo municipal no dia 20 de março, sujeito a visto do Tribunal de Contas, para avançar com a empreitada.

“Infelizmente o concurso das passagens hidráulicas ficou deserto. Vamos ter de rever algumas situações, perceber qual o desfasamento entre o valor da obra e a necessidade de fazer. Há duas ou três empresas que concorreram mas estão fora das regras, uma delas pediu um preço acima do valor base e outra apresentou um valor excecionalmente baixo, ou seja um euro, para ter acesso à consulta dos documentos. Estamos a trabalhar nesse sentido, para perceber o que se pode alterar para o projeto ser mais atrativo”, explicou o presidente da Câmara.

A reunião da Câmara Municipal de Sardoal tem transmissão online, através da rede social Facebook.

As obras das passagens hidráulicas da Serra de Alcaravela, em Sardoal, têm um custo de 537 mil euros, anunciou o presidente da Câmara, em março. O facto do concurso ter ficado deserto implica agora a abertura de um novo concurso.

Miguel Borges notou ainda que “infelizmente, por esse País fora há muitas obras que estão a ficar com os concursos desertos. Reflexo do PRR e do aumento dos custos. A pressão é muito grande”, concluiu.

ÁUDIO | PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE SARDOAL, MIGUEL BORGES

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A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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