Foto: mediotejo.net

Foi aprovado por unanimidade em reunião pública de executivo camarário, esta segunda-feira, dia 14 de janeiro, a aceitação e proposta de candidatura para a implementação do CLDS 4G no município de Sardoal. Também ficara definido que, à semelhança do que sucedera no âmbito do CLDS 3G, será a Associação de Assistência e Domiciliária de Alcaravela a entidade executora responsável por coordenar este programa garantindo um trabalho “de continuidade”.

“Saiu legislação que continua a enquadrar, no âmbito dos Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLDS), a possibilidade de o Sardoal fazer uma candidatura para o CLDS de 4ª Geração (CLDS 4G)”, contextualizou o social democrata Miguel Borges, presidente da CM Sardoal.

“O que sugiro é que a Câmara Municipal se manifeste de acordo, e aprovamos a nossa candidatura para que o nosso território integre este CLDS, e ao mesmo tempo, dando continuidade ao bom trabalho que foi feito anteriormente, definir que a entidade executora e coordenadora local da parceria continue a ser a Associação de Assistência e Domiciliária de Alcaravela (AADA)”, disse.

Miguel Borges (PSD), respondendo à dúvida dos vereadores de oposição, Pedro Duque e Carlos Duarte (PS), frisou que, no concelho, apenas duas IPSSs têm condições para assumir a gestão deste programa, sendo que além da AADA, só a Santa Casa da Misericórdia de Sardoal o poderia fazer.

Ainda assim, o autarca frisou que, tendo já aquela IPSS de Alcaravela conhecimento sobre o processo e havendo um balanço positivo do seu desempenho seria bom que continuasse, considerando que “é importante descentralizarmos estas coisas por todo o concelho e se temos uma boa experiência em Alcaravela deve ser dada continuidade”, justificou, merecendo a argumentação consenso entre os membros de executivo.

O presidente da CM Sardoal explicou à comunicação social que o plano de ação voltará a incidir em três eixos de intervenção, nomeadamente 1. Desemprego, formação e qualificação, 2. Intervenção familiar e parental preventiva da pobreza infantil, 3. Promoção do envelhecimento ativo e apoio à população idosa.

“Estamos a falar de possibilidade de investimento nestas matérias, num período de três anos, num valor de 450 mil euros” prendendo-se com uma “aposta na continuidade” daquele que foi o trabalho dos últimos três anos, por parte da equipa de CLDS 3G, gerido pela AADA.

Em termos de balanço, o autarca frisou que se tratou de “um trabalho bem desenvolvido, bem feito e com resultados verificados na prática, caso de parcerias que se mantiveram mesmo com este interregno entre o fim do CLDS 3G e o início do CLDS 4G, tendo as próprias entidades assumido a continuidade dos projetos em causa”, explicou, referindo-se ao serviço de teleassistência e do Coro infanto-juvenil desenvolvido com a FUS, desenvolvido no âmbito do CLDS.

O caso da teleassistência contou com apoio do município, que assegurou o encargo, e que admitiu o autarca não ter sido “fácil de implementar”, tendo a própria Câmara tentado fazê-lo por várias vezes, mas foi o CLDS 3G a conseguir o feito. “Nem toda a gente entende que este serviço serve para os ajudar, e muitas vezes pensam que serve para os controlar. As pessoas idosas podem estar em situação de isolamento e acharem que não precisam disto para nada, mas já temos alguns mecanismos implementados no terreno”, mencionou.

Por outro lado, Miguel Borges lembrou que os CLDS permitem a contratação de técnicos superiores em várias áreas, nas quais se inserem as problemáticas do território de intervenção, nomeadamente da área da Psicologia, Assistência Social, Economia e outros, que no terreno irão “fazer uma análise e delinear um projeto e aplicá-lo com o apoio dos diferentes parceiros”.

Quanto à manutenção da equipa anterior, Miguel Borges assumiu desconhecer ainda tal facto. “Ainda estamos no início, nesta fase era importante a aceitação por parte da Câmara do CLDS e a escolha da entidade executora, e depois isso irá competir à própria equipa”, sendo que no anterior CLDS “o CLAS escolheu o coordenador e julgo que aqui também irá ser assim”, indicou, salientando que “ainda há pormenores a ter em atenção”.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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