A informação foi avançada pelo presidente da Câmara Municipal de Sardoal, Miguel Borges (PSD), em reunião de executivo, após o vereador do PS ter pedido um ponto de situação sobre “o andamento das obras”.
A intervenção no telhado pretende “evitar a degradação continuada do edifício” , garantiu o presidente aos jornalistas à margem da reunião de executivo.
“Tentar evitar a deterioração no telhado para proteger todo a restante estrutura e proteger algumas peças que lá estão e é importante preservar”, acrescentou o autarca.
Em 2021 foi anunciado a integração da Casa Grande no Programa Revive, que visa a reabilitação e valorização de património do Estado. Os potenciais interessados terão direito a um período de concessão do imóvel por 50 anos.
Trata-se de uma iniciativa conjunta dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças, com a colaboração das autarquias locais e a coordenação do Turismo de Portugal. Em forma de concursos públicos internacionais, o programa tem em vista a recuperação de vários imóveis de reconhecido interesse através do modelo de concessão por 50 anos.
A Casa Grande “passa a fazer parte deste grupo de imóveis do programa Revive coordenado pelo Turismo de Portugal e os potenciais interessados poderão candidatar-se através do Turismo de Portugal para terem acesso à concessão deste imóvel”, disse na época Miguel Borges.
Mas passados dois anos, a Casa Grande continua a aguardar “encontrar um destino”, admitiu o presidente da autarquia, acrescentando que o executivo espera “assinar um protocolo com o Turismo de Portugal para integrar a Casa Grande no Programa Revive e depois procurar que haja um investidor interessado”.
Miguel Borges acrescentou que o protocolo “era para ser assinado pela anterior secretária de Estado do Turismo”, Rita Marques, tendo feito notar que, como é público, “houve alterações governativas” e “o processo está a demorar”.
A intervenção no telhado da Casa Grande vai custar cerca de 18 mil euros aos cofres da autarquia.
