A reconstrução da casa na aldeia de São Simão, consumida pelas chamas durante o incêndio que lavrou nos concelhos de Abrantes e Sardoal na semana passada, vai ser assegurada pela Cáritas Diocesana de Portalegre – Castelo Branco. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira, dia 30, por Elicídio Bilé, presidente daquela instituição, durante uma visita ao concelho.
O presidente da Cáritas Diocesana de Portalegre – Castelo Branco, Elicídio Bilé, esteve no Sardoal esta terça-feira no seguimento do incêndio que devastou mais de 800 hectares do concelho nos passados dias 23 e 24 de agosto.
A visita incluiu uma passagem na aldeia de São Simão, evacuada durante o incêndio, e pela habitação que foi consumida pelas chamas, onde a família afetada recebeu a notícia de que a instituição assegura a reconstrução da casa.
Anúncio partilhado pouco depois por Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal do Sardoal, no início da reunião pública do executivo na qual referiu igualmente que a família vai ficar realojada numa habitação municipal na Tapada da Torre até ao final das obras.
Segundo o autarca, a iniciativa de contactar a Cáritas “partiu do pároco local”, o padre Carlos.
O levantamento dos prejuízos realizado pela autarquia situa o investimento na ordem dos 40.000 euros, valor que pode subir uma vez que a empreitada inclui melhoramentos considerados necessários para a aumentar a qualidade de vida da família.
Miguel Borges confirmou ao mediotejo.net que “a Cáritas se disponibilizou para assumir esse valor”, assim como o procedimento de contratação da empresa responsável por “reconstruir, corrigir e melhorar” a habitação. Entre as alterações previstas estão o soalho e os barrotes de madeira “que serão substituídos por outros materiais modernos que vão ao encontro das regras de construção atuais”.
Segundo o presidente da autarquia, o processo deve ser “célere” de modo a garantir que “as coisas regressem à normalidade o mais rapidamente possível, também a nível psicológico, para aquela família”.
O apoio anunciado por Elcídio Bilé representa para Miguel Borges “um sinal de que as instituições funcionam e os casos de sucesso são muito maiores do que os que não o têm”, contribuindo para a confiança “nas instituições e nas pessoas que estão à frente dessas instituições”.
