Música clássica (imagem ilustrativa). Créditos: Pixabay

A Candidatura “VIVER AO VIVO, com Tempo no Centro”, da qual o Município de Sardoal foi promotor, em parceria com as autarquias de Castanheira de Pera e Celorico de Basto e com a Academia Internacional de Música Aquiles Delle Vigne, foi aprovada pelo Centro 2020, após ter submetida em agosto último. Uma candidatura no valor de 300 mil euros.

Esta candidatura, apresentada no âmbito da “Programação Cultural em Rede”, subsidiada a 100% por fundos comunitários, visa a criação de uma rede de itinerância e intercâmbio cultural entre os três municípios envolvidos por forma a apoiar e a estimular os agentes e a economia local, bem como a definir e implementar um plano integrado de atividades culturais multidisciplinares com um eixo central na música clássica e na perceção sensorial do mundo.

“O Governo lançou esta candidatura que tem vários objetivos inclusivamente o de apoiar os agentes culturais e os artistas que têm atravessado um período muito difícil da sua vida, porque não têm espetáculos não têm a sua fonte de rendimento e de subsistência. É uma oportunidade dos municípios se poderem agrupar e criar redes, rotas no âmbito cultural”, explicou aos jornalistas o presidente Miguel Borges à margem da reunião de executivo que decorreu na quarta-feira, 13 de janeiro.

Este projeto articula-se em rede entre agentes culturais e municípios, cruzando a região centro desde o rio Tejo (Sardoal), por perto de Espanha no alto da Serra da Estrela (Celorico da Beira), passando pelo curso do rio Zêzere e pela Serra da Lousã (Castanheira de Pera), para que “numa viagem, com tempo”, haja exploração conjunta “da história e cultura portuguesa pelos cinco sentidos em todos os locais, adquirindo dimensão superior e escala na promoção e captação da relevância do património português no contexto nacional e internacional”, pode ler-se em nota de imprensa.

“Convidámos outros dois municípios para criarmos esta rede. Pretende dar dinâmica cultural, introduzir valor no território ao mesmo tempo dar a conhecer os espaços menos prováveis para a realização dos espetáculos. Ou seja, não é de todo aconselhável, seria uma forma de desvalorizar a candidatura, dizendo que os concertos ou as ações se vão desenrolar no Centro Cultural. Não!”, afirmou Miguel Borges, exemplificando com “o sobreiro de Dona Maria”, uma árvore classificada.

O Município de Sardoal colocou na candidatura “um conjunto de ações que se vão desenvolver no sobreiro de Dona Maria, aproveitar os locais menos prováveis para dar visibilidade a outros locais de grande interesse”, como os Moinhos de Entrevinhas ou o Adro da Igreja, acrescentou.

Segundo o Município de Sardoal, o programa de ação “subdivide-se em 10 etapas (9 roteiros e uma ação de disseminação) com atividades que se entrelaçam para construir uma história variada e complexa, utilizando a riqueza do património local e assente numa lógica de economia social e circular que promove o tempo para e pela cultura, a partilha e o bem-estar, com imensas atividades variadas entrecruzando públicos das diferentes rotas como a Nacional 2, GR22, Geopark UNESCO, Rota do Sagrado, Caminhos de Santiago, variadas Rotas pedestres, públicos de geocache, de praticantes de parapente, de apreciadores dos produtos locais como o mel, marmelada, gelados, vinho, queijo, compotas, azeite, etc”.

A parceria com Castanheira de Pera e Celorico da Beira surgiu porque o Município de Sardoal “procurou municípios que fossem da mesma dimensão, que tivesse também o racional do interior e a necessidade de expor o bom que o interior tem. Tivemos várias reuniões de preparação nos três municípios, para percebermos quais os pontos em comum, como poderíamos potenciar esses pontos e acrescentar valor”.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.