A Cooperativa Artelinho foi fundada em 1989 por um grupo de quarenta bordadeiras. O número de cooperadoras é atualmente de 68, para produzir obras de grande sentido artístico e estético, bem como peças apenas em linho caseiro. Créditos: DR

A Câmara de Sardoal reconheceu em reunião de executivo “o interesse para a população e para a economia local” da candidatura da Cooperativa Artelinho, de Alcaravela, ao programa ‘Renovação de Aldeias’.

Trata-se de um programa do PDR 2020, sendo uma medida gerida pelos Grupos de Ação Local de apoio à preservação, conservação e valorização dos elementos patrimoniais locais (paisagístico e ambiental, incluindo ações de sensibilização). No caso de Sardoal, o programa é gerido pela TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior.

O projeto da Cooperativa Artelinho está relacionado com a substituição da iluminação por lâmpadas Led, requalificação e remodelação do forno e instalação de produção, explicou o presidente da Câmara Miguel Borges (PSD), na última reunião de executivo.

O executivo municipal reconheceu por unanimidade esse interesse com o vereador socialista, Pedro Duque, a afirmar que além de reconhecer importa também “enaltecer o trabalho feito por esta cooperativa.

A Artelinho foi fundada em 1989 por um grupo de quarenta bordadeiras. O número de cooperadoras é atualmente de 68, para produzir pão e doçaria tradicional, bem como peças apenas em linho caseiro. Aqui n o espaço Cá da Terra em Sardoal. Créditos: Artelinho

Na Artelinho faz-se bordados, tecelagem, pão e doçaria regional, e as cooperadoras ainda têm para mostrar ao visitante o Museu viver a tradição.

A Cooperativa Artelinho foi fundada em 1989 por um grupo de quarenta bordadeiras. O número de cooperadoras é atualmente de 68, para produzir obras de sentido artístico e estético, bem como peças apenas em linho caseiro, tão ao gosto do passado, mas continuando sempre no presente e no futuro.

Por seu lado, o programa ‘Renovação de Aldeias’, visa apoiar investimentos que contribuam para a recuperação, preservação e beneficiação do património local, paisagístico e ambiental, abrangendo também, obras de recuperação, sinalética de itinerários paisagísticos, ambientais e agroturísticos, elaboração e divulgação de material documental referente ao património intervencionado, incluindo, ações de sensibilização, produção e edição de publicações ou registos videográficos e fonográficos, e, ainda, aquisição de trajes, estudos de inventariação do património rural, bem como do “saber-fazer” dos artesãos, das artes tradicionais, da literatura oral e de levantamento de expressões culturais tradicionais.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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