Instalações da atual creche municipal de Sardoal. Foto: CM Sardoal

A Câmara Municipal de Sardoal avançou na semana passada com a candidatura para a construção de uma nova Creche Municipal. O presidente já havia anunciado que a construção de uma Creche Municipal em Sardoal ia ser proposta ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) assim que abrissem as candidaturas, num financiamento a 100%.

Na última reunião de executivo, Miguel Borges (PSD) deu conta da autarquia ter avançado com a candidatura para a construção de uma Creche Municipal que custará cerca de 700 mil euros e será construída “junto ao pavilhão da escola nova”.

Recorda-se que a Creche Municipal de Sardoal abriu portas no dia 1 de setembro de 2020. A funcionar no espaço do Jardim de Infância, a infraestrutura é constituída por três salas: um berçário, dos 4 aos 12 meses, uma sala para crianças dos 12 aos 24 meses e outra dos 24 aos 36 meses.

A creche era uma valência da Santa Casa da Misericórdia de Sardoal que foi assumida pelo Município, visto que a primeira entidade tinha informado da decisão de encerrar definitivamente essa valência no final do anterior ano letivo, a 31 de agosto de 2020.

ÁUDIO | PRESIDENTE DA CÂMARA, MIGUEL BORGES:

A Creche Municipal foi ainda tema de discussão entre a vereadora do Partido Socialista, Patrícia Silva, e o presidente Miguel Borges, por causa de uma discussão anterior entre a deputada municipal socialista Sofia Salgueiro e o autarca em sede de Assembleia Municipal.

Patrícia Silva em reunião de Câmara disse que Miguel Borges se havia revelado “uma pessoa insensível e autoritária” tendo “desvalorizado as questões levantadas pela deputada” do PS, que como mãe é utente da Creche Municipal através de um filho seu.

Patrícia Silva defendeu que devem ser tomadas “as medidas necessárias para a qualidade do serviço” sendo o mesmo “virado para as pessoas”, considerando mesmo que o presidente teve “uma postura vergonhosa” e que “deveria ser mais comedido”, considerando também a vereadora socialista que a deputada municipal “foi destratada” pelo presidente.

ÁUDIO | VEREADORA DO PS, PATRICIA SILVA:

Em resposta Miguel Borges disse que Patrícia Silva fez “afirmações ofensivas” e leu excertos, das conclusões, de um relatório que envolveu a deputada Sofia Salgueiro enquanto mãe, um técnico do gabinete de Ação Social municipal e a Educadora de Infância da Creche Municipal.

Segundo o relatório lido pelo presidente, a encarregada de educação e deputada refere “estar esclarecida” e “satisfeita com o funcionamento da Creche neste momento e nesta área”. Disse também, relativamente aos recursos humanos que “desconhecia a legislação e sendo que também não tinha presente ao certo o número de funcionários na Creche”, contrariando, deste modo, as questões colocadas na Assembleia Municipal.

Recorde-se que durante a Assembleia Municipal, a deputada eleita pelo PS levou a Creche Municipal para a ordem de trabalhos, tendo identificado algumas lacunas no seu funcionamento e por conta disso questionado o presidente da Câmara sobre aquele equipamento e a qualidade do serviço municipal.

Em reunião de Câmara, Miguel Borges acusou a deputada Sofia Salgueiro de “grande desconhecimento da própria realidade” no dia da Assembleia Municipal afirmando ainda que “a própria pessoa que está à espera da resposta [da câmara], utiliza a sua função de deputada para tratar do seu assunto”.

O presidente recusou igualmente as considerações da vereadora Patrícia Silva afirmando não ter “ofendido ninguém”.

ÁUDIO | PRESIDENTE DA CÂMARA, MIGUEL BORGES:

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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