Na última reunião de executivo, desta quarta-feira, o executivo da CM Sardoal aprovou por unanimidade o voto de pesar pelo falecimento do ex-presidente da República Mário Soares. Pela voz do vereador Pedro Duque (PS) foi lido um texto no qual se exaltaram qualidades do ex-dirigente enquanto homem e político, relembrando-se que foi “o pai da democracia em Portugal”.

Falecido a 7 de janeiro, Mário Soares foi recordado como “a personalidade política que maior prestígio abrangeu a nível internacional” e em “plena ditadura do Estado Novo foi lutador incondicional pela liberdade e democracia e advogado de muitos detidos e perseguidos pelo regime, o que lhe custou a detenção por mais de uma dezena de ocasões e outras tantas prisões, culminando com a deportação para S. Tomé, decretada por Salazar, sem qualquer julgamento prévio”, leu Pedro Duque (PS).

Miguel Borges, presidente da autarquia, referiu que “o documento é de todos, e nada mais há acrescentar. Está aprovado por unanimidade”.

Recorde-se que Mário Alberto Nobre Lopes Soares, nasceu em Lisboa, em 7 de Dezembro de 1924, filho de João Lopes Soares, professor, pedagogo e político da 1ª República, e de Elisa Nobre Soares. Foi Presidente da República em dois mandatos, nos anos 80 e 90.

Casou com Maria de Jesus Simões Barroso Soares em 1949, falecida a 7 de julho de 2015. Tiveram dois filhos, Isabel Soares, psicóloga e directora do Colégio Moderno, e João Soares, advogado e deputado à Assembleia da República, e cinco netos.

Mário Soares faleceu no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, às 15:28 do dia 7 de Janeiro de 2017, lê-se no site da Fundação Mário Soares, constituída a 12 de Setembro de 1991, sendo considerada uma instituição de direito privado e utilidade pública sem fins lucrativos.

Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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