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Em Sardoal, para um consumidor doméstico que consuma 10 metros cúbicos de água – valor normal da Tejo Ambiente – vai haver um aumento mensal na ordem dos 6,7%. Ou seja, para o serviço público de abastecimento de água, para o serviço de saneamento de águas residuais e para o serviço de resíduos urbanos.

A empresa intermunicipal Tejo Ambiente atualizou o tarifário do preço da água, resíduos sólidos urbanos e saneamento com um aumento de exatamente 6,7094%, para as três atividades inclusas na fatura paga pelos sardoalenses em 2023. O tarifário para este ano, que segundo o presidente Miguel Borges, encontra-se “consentâneo com os pareceres da ERSAR”, foi aprovado pela maioria do Partido Social Democrata na última reunião de Câmara Municipal.

O autarca deu ainda conta que “o valor está abaixo daquilo que seriam os estudos de viabilidade económica e financeira”. No entanto, os dois vereadores eleitos pelo PS optaram pela abstenção.

Sob a gestão da empresa intermunicipal Tejo Ambiente a fatura da água volta a aumentar. Recorda-se que a iniciar atividade a 1 de janeiro de 2020, o preço da água sofreu de imediato oscilações nos seis concelhos aderentes, devido à uniformização dos tarifários. Em Sardoal o preço da água aumentou 13% e existia um compromisso por 15 anos de manter o valor, só oscilando mediante a taxa de inflação, o que não se veio a verificar.

No ano passado ocorreu um aumento médio na ordem dos 22% – dos preços da água, sistema de águas residuais e resíduos urbanos – devido à revisão do Estudo Viabilidade Económica e Financeira (EVEF), no sentido de permitir a reestruturação da empresa intermunicipal Tejo Ambiente – que apresentou resultados negativos nos dois primeiros anos de atividade (- 2,2 milhões de euros em 2020 e – 896 mil euros em 2021).

Na ocasião, o presidente Miguel Borges esclareceu que a revisão do EVEF, com o consequente aumento do tarifário apresenta-se “necessário” para que “a empresa seja sustentável”. No entanto, esse aumento de 22% gerou um protesto por parte dos munícipes em forma de abaixo-assinado contra o aumento do preço da água, documento onde constam 564 assinaturas.

Desde janeiro de 2020 que a Tejo Ambiente gere os sistemas de água e saneamento básico dos concelhos de Sardoal, Mação, Ourém, Tomar, Ferreira do Zêzere e Vila Nova da Barquinha. A Tejo Ambiente tem um capital social de 600 mil euros e os municípios de Tomar e de Ourém detêm as maiores participações (com 35,63% e 32,37%, respetivamente), seguido de Mação (10,85%), Ferreira do Zêzere (7,94%), Vila Nova da Barquinha (7,63%) e Sardoal (5,58%).

A empresa Tejo Ambiente, que abrange 108 mil habitantes e 77 mil alojamentos, tem por missão a gestão integrada e partilhada dos Sistemas de Abastecimento de Água, Resíduos Urbanos e Saneamento Básico daqueles seis Municípios, “de forma mais eficiente e ambientalmente sustentada”. Tem sede em Ourém e nela trabalham 125 pessoas.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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