Sardoal, janeiro de 2022 Fotografia: Paulo Jorge de Sousa

Olhar e ver o território, descobrir as pessoas que o ocupam, interpretar até o que não se vê e redescobrir o espaço que habitamos. Este é o desafio do projeto ‘Atos’, uma iniciativa do Teatro Nacional D. Maria II e Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com a Companhia de Teatro Amarelo Silvestre, que culmina numa apresentação pública a ter lugar dia 30 de abril, no Centro Cultural Gil Vicente, integrado no programa Odisseia Nacional do TNDM II.

O programa ‘Atos’ divide-se em três fases: recolha fotográfica, discussão de ideias através das fotografias conseguidas e, finalmente, a apresentação pública, agendada para 30 de abril.

No primeiro momento deste projeto, que decorreu de 13 a 18 de fevereiro, o fotógrafo Nelson d’Aires, acompanhado de Fernando Giestas, dramaturgo e codirector artístico da Amarelo Silvestre e de um embaixador sardoalense (nascido, criado ou apenas residente) percorreram o concelho de Sardoal para uma intensa recolha fotográfica que, aos olhos de quem não conhece o território, o representa.

Agora, seguem-se o segundo e terceiro momentos, com a discussão do resultado final, em estilo de Assembleia, de 25 a 29 de abril, sendo que no dia 30, domingo, culminam os trabalhos com uma apresentação pública e aberta a toda a população.

A iniciativa terá lugar no Centro Cultural Gil Vicente, às 16h00, e os autores do projeto ‘Atos’ apelam à participação de todos, no sentido de, em comunidade, se pensar e redescobrir o território.

O programa ‘Atos’ é um projeto de participação e um dos principais eixos da Odisseia Nacional, uma iniciativa de programação para 2023 que pretende colocar o TNDM II em todo o país, além de Lisboa, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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