Tapetes de flores, Sardoal

O Município de Sardoal foi convidado a associar-se, neste complexo momento histórico, à iniciativa global promovida pela associação da Infiorata artística italiana, Infioritalia, para promover uma mensagem de paz através da linguagem da arte e das flores. O concelho de Sardoal é detentor de uma forte tradição de elaboração de tapetes de flores no interior das capelas e igrejas por ocasião da Semana Santa e Páscoa.

A iniciativa, denominada Flowersofpeace, ou seja, “Flores de Paz”, nasceu de uma ideia de um parceiro da Infioritalia, especialista em tapetes de flores e promotor desta arte, Eduardo Carbone, de Buenos Aires (Argentina).

O desenho, por sua vez, é da autoria de um conselheiro da Infioritalia: Elvio Colanera. Representa uma Pomba da Paz que voa por todos os céus e que traz galhos de oliveira a cada coração. O esboço, simples, mas de grande efeito, será igual para todos os participantes.

A apresentação dos tapetes ao público decorrerá no dia 10 de abril (Domingo de Ramos) em cerca de 60 lugares de diferentes países: Itália, Espanha, Portugal, México, Argentina, Estados Unidos, Panamá, Brasil e Colômbia, continuando, no entanto, a aumentar o número de adesões.

Todos usarão flores e outros materiais vegetais não apenas para sensibilizar para o tema da Paz, mas também para colorir e perfumar locais de todo o mundo. O #flowersofpeace pretende ser um momento de fraternidade, alegria, esperança e felicidade por uma paixão comum, demonstrando o que a Paz traz: Beleza.

No Sardoal, o tapete será elaborado na Capela de N.ª Sra. do Carmo e estará patente ao público nos dias 9 e 10 de abril.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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