Em 'Acto dos feitos da Guiné', com rodagem 1969/70 e 1979, mas um filme de 1980, de Fernando Matos Silva, no qual aborda "500 anos do passado colonial português feito de exploração dos recursos, de escravatura e de guerra".

A Associação Cultural Palha de Abrantes promove esta terça-feira, 7 de maio, às 21h00, mais um ‘Cais de Encontro’, no Centro Cultural Gil Vicente, no Sardoal, com o mote ‘Comemorar 25 de Abril de 1974 – Acto dos feitos da Guiné’. Uma sessão de cinema seguida de conversa.

Em ‘Acto dos feitos da Guiné’, com rodagem 1969/70 e 1979, mas um filme de 1980, de Fernando Matos Silva, no qual aborda “500 anos do passado colonial português feito de exploração dos recursos, de escravatura e de guerra”.

Dedicado a Amilcar Cabral, líder da luta pela independência de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, o filme faz “um percurso crítico sobre a história portuguesa”, estabelecendo “um arrasador levantamento de materiais de arquivo do conflito armado entre o Exército Português e o PAIGC, incluindo imagens da declaração de independência”, que ocorreu em setembro de 1973 e da fase posterior.

Fernando Matos Silva é a última das figuras seminais do Novo Cinema português e um dos cineastas essenciais para compreender o “cinema de Abril”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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