Achados arqueológicos (imagem ilustrativa). Foto: DR

O presidente informou a oposição que no decurso da construção da ETAR de Valhascos foram encontrados “vestígios arqueológicos, materiais de arqueologia romana” contudo “a obra não parou! Parou a escavação mecânica no local”, explicou, dando conta que, naquela área não haverá intervenção “até serem validados e até serem feitas as escavações técnicas arqueológicas”, acrescentou o autarca.

Ou seja, “na sequência da comunicação efetuada pela arqueóloga, sobre achados materiais arqueológicos no decurso da construção da ETAR de Valhascos, efetuou-se visita ao local em que se constatou a presença de estruturas e materiais cerâmicos de cronologia romana localizadas em depósitos que iriam ser escavados para a construção da ETAR”.

Nesse sentido, e uma vez que os mesmos iriam sofrer destruição pela execução das obras”, os trabalhos foram suspensos na área onde apareceram os vestígios arqueológicos “para que possam ser realizados trabalhos de escavação arqueológica para caracterização e contextualização dos achados”, disse Miguel Borges.

Aos jornalistas, à margem da reunião de Câmara, Miguel Borges explicou que “este tipo de obras obrigam a um acompanhamento no âmbito da arqueologia. Os empreiteiros têm de ter a sensibilidade de, em determinadas situações, escavações, poderem encontrar alguns vestígios que fazem parte da nossa história, do nosso património. De acordo com as regras tem de ser sinalizado e analisado”.

Lembrando que a Câmara Municipal “não é o dono da obra”, Miguel Borges manifestou-se “satisfeito pelo facto das coisas funcionarem: há vestígios históricos e como tal tem de se verificar o que lá está, suspende-se a obra, ou aquela parte da obra, e depois vamos verificar. Mas não se perde, é uma salvaguarda do nosso património”, disse admitindo que tais escavações arqueológicas poderão atrasar a obra.

ÁUDIO | MIGUEL BORGES, PRESIDENTE CM SARDOAL:

ÁUDIO: PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL, MIGUEL BORGES

A empreitada contempla a construção da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Valhascos, situada no concelho de Sardoal, visando garantir o tratamento eficiente das águas residuais destas povoações, protegendo o ambiente e a saúde pública.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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