Mais acidentes, mais feridos e mais mortos no distrito de Santarém é a negra realidade que revelam os dados estatísticos da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), relativamente aos dados provisórios de 2017.
Ainda não terminou o ano, mas os dados compilados até 15 de dezembro dão conta de que este ano os números são mais negros do que em 2016 e 2015.
Até 15 de dezembro registaram-se no distrito 4.966 acidentes, dos quais resultaram 42 mortos e 162 feridos, segundo a ANSR, que reúne dados da PSP e da GNR.
Durante 2016, dos 4.268 acidentes rodoviários resultaram 21 mortos e 118 feridos.
Em 2015, houve 4.302 acidentes, 20 mortos e 153 feridos.
Santarém é o 9° distrito com mais acidentes dos 18 do Continente e o 4° distrito com mais vítimas mortais, depois do Porto, Setúbal e Lisboa.
Segundo a ANSR, três em cada dez mortos tinham uma taxa de álcool no sangue ilegal e um em cada cinco mortos apresentou, na autópsia, uma taxa-crime de consumo de álcool.
Maior fluxo rodoviário, mais motociclos na estrada, proliferação de distratores e ineficiências da carta por pontos são algumas das explicações avançadas pelos especialistas para o aumento das mortes nas estradas portuguesas, uma realidade que é transversal a todo o país.
Para esta estatística a ANSR considera acidentes os que acontecem “na via pública ou que nela tenha origem envolvendo pelo menos um veículo em movimento, do conhecimento das entidades fiscalizadoras (GNR e PSP) e da qual resultem vítimas e/ou danos materiais”.
Só são contabilizados os mortos cujo óbito ocorre no local do acidente ou durante o respetivo transporte até à unidade de saúde. E feridos são as vítimas de acidentes cujos danos corporais obriguem a um período de hospitalização superior a 24 horas.
