O Bloco de Esquerda manifestou a sua indignação pelo chumbo da moção “em defesa das populações migrantes”, que apresentou na última sessão da Assembleia Municipal de Santarém.
Em comunicado, a concelhia do BE considera “particularmente incoerente” a posição do PSD, tendo em conta que a maioria que gere o município se disponibilizou para acolher refugiados em 2016, tendo destinado e equipado três habitações para esse fim.
Para o Bloco, o “chumbo” da moção “é particularmente grave”, frisando o sinal de “desumanidade” que representa negar solidariedade para com “os seres mais frágeis da humanidade” e lamentando o recurso, por alguns eleitos, a expressões como: “não podemos acolher toda a gente” ou “temos de ver se eles se adaptam ao mercado do trabalho”.
O comunicado afirma que esta moção apenas foi rejeitada nas Assembleias Municipais de Santarém e de Sintra e salienta que em Torres Novas, “por exemplo, foi aprovada por unanimidade”.
PS espera que Câmara respeite decisão da Assembleia Municipal
Os eleitos do PS na Assembleia Municipal de Santarém esperam que o executivo camarário, de maioria PSD, respeite a decisão dos deputados municipais e suspenda o processo para requalificação da Avenida D. Afonso Henriques.
Numa moção aprovada pela maioria dos eleitos na Assembleia Municipal de Santarém, incluindo por deputados da bancada social-democrata, é proposta a elaboração, até ao final do ano, de um estudo prévio que contemple “uma solução integrada” para a zona, incluindo o Campo Emílio Infante da Câmara, adiando “por uns meses” a requalificação da avenida.
“Se a Câmara cumprir o que agora ficou determinado pela Assembleia e apresentar o que pretende efetivamente para o Campo Emílio Infante da Câmara, a requalificação daquela avenida em nada será atrasada, já que, como o presidente da Câmara revelou na Assembleia de abril, tudo ainda não passa de um anteprojeto e até mesmo os fundos que a ela se destinam podem ser canalizados para outras obras sem qualquer penalização”, afirma um comunicado do partido.
Oposição quer Assembleia Municipal “mais ativa” e “independente”
Duas recomendações apresentadas na última Assembleia Municipal de Santarém pelo PS e pelo BE reclamam que este órgão seja “mais ativo”, realizando um “trabalho contínuo” e mais “independente”, reforçando o papel de fiscalização ao executivo municipal (PSD).
Na recomendação “Por uma Assembleia Municipal mais ativa”, o PS pede “uma postura mais construtiva e geradora de consensos em torno dos interesses de Santarém, não só nas sessões da Assembleia, mas com um trabalho contínuo”, propondo que as diferentes forças políticas “apresentem as suas propostas neste sentido e que estas sejam debatidas e definidas em Conferência de Representantes”.
Já o Bloco de Esquerda reafirmou, na sua recomendação, propostas anteriores, “como a transmissão ‘online’ das sessões da Assembleia Municipal, a realização de sessões noutras freguesias do concelho (e não só na cidade) e mais recursos financeiros, de forma a que os grupos municipais tenham pelo menos um assessor para ajudar os seus deputados”.
