Jogo com muitos golos em Mação.

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA DE MAÇÃO 3 GRUPO DESPORTIVO SAMORA CORREIA 4
Campeonato Distrital da AF Santarém – 1ª Divisão – 25ª jornada – 13-04-2025 (16H00)
Campo de Jogos Agostinho Pereira Carreira – Mação

A chuva fez uma pausa e permitiu que se reunissem as condições para um bom jogo de futebol no Agostinho Pereira Carreira, em Mação, com a equipa da casa a meio da tabela, num lugar tranquilo, e com o Samora Correia instalado no segundo lugar, mas com o Fazende a “morder-lhe os calcanhares”.

O Samora, com apenas quatro pontos de vantagem para o 3º classificado, disputa com o Fazendense a luta pelo 2º lugar, classificação que dá acesso à Taça de Portugal, já que o título deve estar entregue ao líder Ferreira do Zêzere, que leva 10 pontos de distância quando apenas faltam disputar cinco jornadas.

A chuva parou vieram os golos.

O Mação, algo irregular, com resultados surpreendentes em casa, tinha aqui uma chance para mostrar a qualidade da equipa e somar pontos para se manter na primeira metade da tabela.

Antevia-se uma boa partida e não desiludiu.

Ainda ecoava o som do apito de João Duarte e já o Samora se adiantava no marcador. Ainda dentro do minuto inicial, com a equipa de Francisco Correia pouco desperta, Gonçalo Macieira, descaído pela direita, rematou cruzado, surpreendendo Chico Sousa e abrindo a contagem.

Não eram estes os planos do técnico maçaense, que pediu uma resposta imediata. Que Parreira assumiu, isolando-se mas permitindo o corte para canto quando se preparava para alvejar a baliza de Nélson Pinhão. Na cobrança do canto, de forma direta, a aproveitar o vento, a bola saiu sem encontrar o alvo.

Macieira abriu a contagem ainda no minuto inicial.

Aos seis minutos, numa rápida transição, o veloz Parreira recebeu de forma irrepreensível e serviu Luís Esteves que surgia pela ala esquerda. O capitão cruzou e a defensiva forasteira afastou com alguma dificuldade. A equipa de Mação estava melhor no jogo e buscava o empate de forma empenhada.

À passagem do quarto de hora Miguel Luz acelerou pela ala direita, cruzou com boa conta e Parreira, de cabeça, atirou a contar, restabelecendo o empate. Estava tudo em aberto…

Parreira empatou aos 15 minutos.

A equipa de Mário Ruas acusou o golo de forma positiva e procurou chegar de novo à vantagem. Aos 18 minutos, uma boa combinação pelo lado direito permitiu o cruzamento de Dédé para o coração da área. A defensiva da casa, atenta, esconjurou o perigo, atirando o esférico pela lateral.

Aos 21 minutos, Kelton entrou na área maçaense e caiu na luta com o guarda redes Chico Sousa. Os visitantes pediram grande penalidade mas o árbitro da partida não teve esse entendimento e mandou marcar pontapé de canto. Pareceu uma decisão acertada.

Kelton muito ativo na frente de ataque.

Na cobrança do canto Fradique tentou o remate de meia distância que esbarrou na cortina defensiva do Mação. Aos 28 minutos os visitantes voltaram a desenhar uma combinação de futebol bonito mas também eficaz, já que culminou com o remate cruzado de Fred, à semelhança do primeiro golo.

Chico Sousa ainda tocou no esférico mas não desviou o suficiente, com a bola a parar no fundo das redes. Pouco antes da meia hora de jogo os visitantes voltavam a estar por cima no marcador.

Visitantes iam construindo um resultado robusto.

O Mação voltava a correr atrás do prejuízo e fê-lo com competência. Aos 32 minutos beneficiou dum livre junto à lateral, pelo lado direito. Miguel Luz, encarregue da cobrança, levantou para o segundo poste onde surgiu Camargo um tudo nada atrasado, acabando o esférico por perder-se pela linha de fundo.

Quem não marca sofre e foi o que se assistiu aos 37 minutos. Uma jogada de insistência do Samora Correia, conduzida pelo lado esquerdo do seu ataque, possibilitou o cruzamento para Fradique que bateu Chico Sousa pela terceira vez na partida. Castigo demasiado pesado para o Mação, apesar da eficácia samorense.

Eficácia samorense ia contrariando a boa reação dos da casa.

Se a tarefa estava difícil para a equipa da casa pior ficou já nos descontos. A esgotarem-se os três minutos concedidos por João Duarte, o Samora Correia beneficiou dum livre do lado direito do seu ataque.

Um pequeno toque colocou Lucas na “carreira de tiro” e este não desperdiçou, aumentando a vantagem dos visitantes para três golos.

A bola nem foi ao centro do terreno, dirigindo-se as equipas para os balneários para o descanso regulamentar. Resultado pesado para o Mação, construído pela enorme eficácia da equipa de Mário Ruas.

Resultado pesado ao intervalo.

A curiosidade era geral em tentar perceber como ia reagir a equipa da casa a um desnível tão acentuado no resultado já que sempre reagiu com valentia a cada golo sofrido. Um tarefa hercúlea esperava a equipa de Francisco Correia. E não podia regressar ao jogo da melhor maneira…

Com apenas três minutos jogados no complemento, o Mação reduziu num lançamento lateral para dentro da área onde a bola sobrou para Guilherme Camargo e o brasileiro não enjeitou a possibilidade de marcar.

Mação reduziu no recomeço.

Com 2-4 a equipa maçaense voltou a entrar na discussão do jogo e foi acreditando. Após uma primeira parte que “deu” de avanço, a equipa da casa procurava agora minimizar os estragos.

O Samora Correia abanou com o golo, até foi reclamada uma eventual falta que o juíz da partida não descortinou, mas depressa se recompôs.

Aos 54 minutos um livre descaído pelo lado esquerdo permitiu que a bola viajasse para o lado contrário onde surgiu Martim a rematar forte mas contra a defensiva maçaense. Na conversão do canto Duarte Santos cabeceou muito perto da baliza de Chico Sousa.

Segunda parte muito intensa.

Três minutos volvidos, um cruzamento vindo da ala direita do Mação, permitiu o cabeceamento de Charles que havia entrado no recomeço para o lugar de Falua. O guarda redes Nélson Pinhão amarrou com segurança.

Aos 67 minutos Camargo testou a atenção do guarda redes forasteiro rematando do “meio da rua”. Pinhão estirou-se, pareceu ter desviado para canto mas não foi esse o entendimento de João Duarte e mandou bater pontapé de baliza sob um coro de protestos.

Mação nunca deixou de acreditar.

Aos 75 minutos o Samora podia ter aumentado o “score”. Bernardo Bento perdeu na luta com o possante Mathew Okoro mas a bola escapou ao nigeriano sem que conseguisse alvejar a baliza de Chico Sousa.

Passados três minutos o Mação beneficiou dum lançamento pela linha lateral já perto da área samorense. O lançamento longo permitiu o desvio certeiro de Afonso Parreira, apesar de muitos protestos do banco dos visitantes, que reclamaram uma falta atacante, à semelhança do golo de Camargo.

O golo foi confirmado pela equipa de arbitragem e o Mação reduziu para a diferença mínima.

Parreira fez o “bis” e os samorenses contestaram.

Este golo provocou algum mau estar no banco dos visitantes e no recomeço um enorme “sururu” com o recém entrado Chrystian Pedroso e o banco do Samora Correia valeu a admoestação a Tiago Reis, delegado dos visitantes. O jogo endurecia e nem os sucessivos cartões amarelos serenavam os ânimos.

Aos 82 minutos uma falta dura junto à linha lateral esquerda da forma como atacavam os samorenses permitiu o remate a Kelton, sobre os ferros da baliza de Chico Sousa. Pouco depois inverteram-se os papéis e foram os da casa a ter o ensejo de converter um livre perigoso que Pinhão amarrou de forma segura.

“Sururu” junto ao banco dos visitantes.

Entretanto o árbitro mandava exibir a placa com o algarismo 6, tantos os minutos que havia para jogar a título de compensação. No primeiro deles, um livre para o Mação foi desviado para canto. Na conversão o remate voltou a “tirar tinta” do poste da baliza à guarda de Pinhão.

Já para lá do tempo determinado como compensação assistiu-se a um dos melhores momentos da partida. Camargo, de cabeça, assistiu o jovem Afonso Parreira que com um gesto técnico notável, de pontapé de bicicleta, introduziu o esférico na baliza de Pinhão. Camargo, no entanto, na altura da receção, estava em posição irregular e o golo foi invalidado.

Parreira marcou de bicicleta mas não valeu.

Pouco depois o juíz da partida deu a mesma por finda e o maçaenses ficaram com um amargo de boca, sentindo que mereciam mais. O jogo foi claramente repartido por duas partes distintas.

Na primeira o Samora Correia amealhou uma preciosa vantagem, com uma eficácia notável, e na segunda o Mação esteve por cima, aproximou-se e podia ter saído do Agostinho Pereira Carreira com algo mais…

A arbitragem de João Duarte não foi consensual. Os samorenses acusam-no de ter permitido irregularidades nos golos do Mação no segundo tempo. Puxou dos cartões quando já pouco espaço havia para ações pedagógicas. Apesar de alguns erros pareceu-nos uma “performance” aceitável.

Trabalho do árbitro João Duarte e seus auxiliares foi aceitável.

Com esta vitória o Samora Correia mantém a distância de quatro pontos para o Fazendense, que também venceu em Abrantes, e o Mação mantém-se na metade superior da tabela. O Samora recebe o líder Ferreira do Zêzere no jogo grande da jornada 26 e o Mação vai de “armas e bagagens” até à cidade de Torres Novas. Confira AQUI os resultados da jornada e a classificação atualizada.

Jogo interessante entre duas boas equipas.

FICHA DO JOGO:

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA DE MAÇÃO:

Chico Sousa, Bernardo Bento, Pedro Gonçalves, Filipe Falua (José Charles), Miguel Gameiro, Luís Esteves (David Aguiar), Jaime Rodrigues, Guilherme Camargo, Miguel Luz, Afonso Parreira e André Loureiro (Chrystian Pedroso).

Suplentes não utilizados: Bruno Araújo e Martim Estrela.

Treinador: Francisco Correia.

Associação Desportiva de Mação.

GRUPO DESPORTIVO SAMORA CORREIA:

Nélson Pinhão, Lucas, Dédé, Duarte, Márcio Semeano, Ganhão, Fradique (Mathew Okoro), Martim, Kelton (Pato), Macieira (Pier) e Fred (Vasco Djú).

Suplentes não utilizados: Rato, Tomás e Arthur.

Treinador: Mário Ruas.

Grupo Desportivo Samora Correia.

GOLOS: Afonso Parreira [2] e Guilherme Camargo (Mação); Macieira, Fradique, Fred e Lucas (Samora).

EQUIPA DE ARBITRAGEM: João Duarte, João Torre e Jeison França.

Equipa de Arbitragem: João Duarte, João Torre e Jeison França com os capitães.

No final ambos os técnicos prestaram declarações à comunicação social:

FRANCISCO CORREIA, treinador do Mação:

MÁRIO RUAS, treinador do Samora Correia

C/ DAVID PEREIRA (fotos e multimédia)

Nasceu a 30 de Janeiro de 1961 em Lisboa e cresceu no Alentejo, em Santiago do Cacém. Dali partiu em 1980 para ingressar no Exército e no Curso de Enfermagem. Foi colocado em Santa Margarida e por aqui fez carreira acabando por fixar-se no Tramagal em 2000. A sua primeira ligação à Vila "metalúrgica" surge em 1988 como Enfermeiro do TSU. Munido da sua primeira câmera digital, em 2009 e com a passagem à situação de reserva, começou a registar a fauna do Vale do Tejo, a natureza e o património edificado da região, as ruas, as pessoas... Com colaborações regulares em jornais da região e nacionais este autodidata acaba por conseguir o reconhecimento público, materializado em alguns prémios. Foi galardoado na 8ª Gala de Cultura e Desporto de Tramagal na categoria de Artes Plásticas (Fotografia) em 2013. Fez parte da equipa desportiva da Rádio Hertz que ganhou o prémio Artur Agostinho (CNID) em 2020.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *