Mais calor, menos frio, menos chuva, secas e mais tempestades são as previsões de um grupo de especialistas acerca das alterações climáticas no concelho de Tomar até ao final do século.

Tomar foi um dos 26 municípios selecionados (o único na região do Médio Tejo) para um estudo sobre alterações climáticas que contempla a definição de estratégias de adaptação dessas alterações.

No documento onde constam as previsões para o clima em Tomar nas próximas décadas refere-se “o aumento dos fenómenos extremos, em particular de precipitação intensa ou muito intensa” e “tempestades de inverno mais intensas, acompanhadas de chuva e vento forte”.

Mas na média anual, as previsões apontam para “uma diminuição da precipitação, podendo variar entre 1% e 31% no final do séc. XXI”. Noutro ponto do documento aponta-se a diminuição do número de dias com precipitação, entre 9 e 30 dias por ano.

Os especialistas referem que nos meses de inverno não se verifica uma tendência clara (podendo variar entre -26% e +14%), projetando-se uma diminuição no resto do ano, que pode variar entre 7% e 30% na primavera e entre 2% e 36% no outono.

Com menos chuva, surgirão secas mais frequentes e intensas, cenário que se prevê estender a todo o sul da Europa.

Prevê-se um aumento da temperatura mínima entre 1ºC e 3ºC no inverno, sendo maior no outono (entre 2ºC e 5ºC). Tal vai traduzir-se numa diminuição acentuada do número de dias de geada.

A temperatura média anual deverá subir entre 1ºC e 4ºC, no final do século, com um aumento acentuado das temperaturas máximas no verão (entre 2ºC e 5ºC) e outono (entre 2ºC e 6ºC).

A previsão aponta para dias muito quentes com ondas de calor mais frequentes e intensas e um aumento do número de dias com temperaturas muito altas (iguais ou superiores a 35ºC), e de noites tropicais, com temperaturas mínimas iguais ou superiores a 20ºC.

Gerido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o projeto ClimAdaPT.Local tem como objetivo iniciar em Portugal um processo contínuo de elaboração de Estratégias Municipais de Adaptação às Alterações Climáticas e a sua integração nas ferramentas de planeamento municipal.

Para isso estão a ser formados técnicos de cada um dos municípios selecionados, e estão a ser desenvolvidas ferramentas e produtos que facilitem a elaboração e implementação daquelas estratégias procurando-se em simultâneo consciencializar os atores locais para o problema das alterações climáticas.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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