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Por estes dias, o assunto na ordem do dia é… ter ou não ter condições para ocupar um determinado cargo.

Pensava que era o excesso de chuva.

Já lá vamos, porque isso também me preocupa, mas para tudo há uma solução. Comecemos pelo óbvio: o Sporting e o Bruno de Carvalho.

Mas ele já recuou, já retirou os processos disciplinares aos jogados, a bem de um interesse maior.

Calma, isso não se resolve assim. O homem não muda de um dia para o outro. E, sinceramente, depois de ter visto a conferência de imprensa que deu depois do jogo com o Paços de Ferreira, em direto, e depois gravada (para ver e ouvir com mais atenção) e depois de ver os inúmeros excertos que passaram nos noticiários, durante três dias, vezes sem conta, só posso dar razão a quem diz que ele está mal, mesmo mal. Precisa de descansar, como qualquer ser humano que deu muito de si e foi incompreendido.

Nunca sei se dizes essas coisas a sério ou a gozar…

Pois lá terás que ficar na ignorância. Mas posso ajudar-te com uma citação de um artigo que anda por aí a circular: “Ficamos disponíveis por muito tempo. Quando há muitos ‘demais’ nas nossas vidas o esgotamento psicológico torna-se normal.” Pronto, reconheçamos que o homem deu muito e que agora precisa de descansar.

Então e o que sugeres?

Já lá vamos! Primeiro vamos ocupar o lugar dele com o candidato mais do que evidente: Donald Trump. Se os ‘opinion makers’ fazem mesmo opinião, vamos considerar o que disse o Miguel Sousa Tavares: “Donald Trump é um bocado o Bruno de Carvalho dos Estados Unidos.” Então, se calhar fazia-lhe bem sair dos Estados Unidos e vir passar umas férias ao Sporting. Sempre variava um bocadinho, em todos os aspetos, e arejava as vistas. A senhora Trump ficava em casa e uma separaçãozita temporária certamente que os ajudava na crise matrimonial.

Então e quem é que mandavas para os Estados Unidos?

O Fernando Medina, claro! Alguma vez alguém pensou que a Câmara de Lisboa é suficiente para ele? Jamais! E a sua primeira medida vai ser pôr os americanos todos a andar de bicicleta, porque estão demasiado obesos. Para além do mais, depois de um afro-americano (que fez História) e de um excêntrico (que também está a fazer História, mas por outros motivos), um português que vai do Porto para a presidência da Câmara de Lisboa certamente que será bem acolhido pelos americanos.

Fica vago o lugar da Câmara de Lisboa…

Resolve-se facilmente: Lula preside. À distância, claro!

E vais pôr o Bruno de Carvalho numa prisão brasileira?…

Não, não é caso para tanto! Mas antes dele ainda quero fazer uma troca. Quero trocar o secretário de Estado da Cultura pelo administrador do Hospital de S. João. Já que na sequência da trapalhada com os apoios à Cultura apareceram, de repente, mais 2,2 milhões de euros, pode ser que a simples presença dele nos corredores daquele hospital faça chover dinheiro para que as crianças com cancro e as suas famílias façam os tratamentos com um mínimo de dignidade.

Então e o que vai fazer o administrador do Hospital de S. João para a Secretaria de Estado da Cultura?

Sei lá! Que lugares vagos é que há? Há um na Entidade Reguladora para a Comunicação, não há? Pode ser, para o caso, tanto faz…

Mas já terminou o processo de candidaturas ao lugar de diretor executivo. Há 37 candidatos. Deve ser um bocado difícil colocá-lo lá.

Ora, ora, há sempre forma de o fazer. Para além disso, sendo o senhor do Porto, para além do ordenado fica com direito ao subsídio de alojamento e ajudas de custo para as viagens. Pelo menos na Entidade Reguladora para a Comunicação não tinha que se cansar a pedir dinheiro ao Governo. Bastava ir cobrando umas coimazitas sem importância aos jornais, rádios e televisões que se portam mal…

Esta bem, está bem… Mas ainda falta o Bruno de Carvalho…

Fácil! Vai substituir o S. Pedro. Lá de cima, tranquilo, pode brincar com as estações. Ora manda cargas de água para todos os que não gostam dele. Ora lhes lança uns raios e de seguida os coloca debaixo de um sol insuportável. Fica bom num instantinho. E, como já não tem Facebook, depois escreve nas estrelas: “Eu vou andar por aí!”

Professora e diretora da licenciatura em Comunicação Social da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA), do Instituto Politécnico de Tomar, doutorou-se no Centre for Mass Communications Research, da Universidade de Leicester, no Reino Unido. Foi jornalista do jornal Público e da Rádio Press. Gosta sobretudo de viajar, cá dentro e lá fora, para ver o mundo e as suas gentes com diferentes enquadramentos.
Escreve no mediotejo.net à quinta-feira.

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