Se há tema que tem unido a comunidade da nossa região é o combate à poluição e à destruição do nosso rio Tejo. Ao longo dos últimos 3-4 anos todos os partidos sem exceção têm encarado este como um dos principais problemas a resolver.
Mas não posso deixar passar em claro uma verdadeira afronta ao rio e ao ambiente que é o Orçamento de Estado para 2018, agora em discussão na Assembleia da República. Naquele que é o principal instrumento de ação política, o governo decide aumentar o dinheiro disponível para a área ambiental em 39%. Fantástico. Confesso que esperei que parte desse aumento se traduzisse em mais fiscais, mais inspetores, mais equipamento e mais tecnologia para a fiscalização da poluição. Mas não, é quase tudo para o Metro de Lisboa e do Porto e para o programa Pólis da Costa da Caparica.
O Governo de António Costa, com o apoio dos deputados do Bloco de Esquerda, do PCP, dos Verdes e do PS, reduz em – 4,4% o dinheiro para a Agência Portuguesa do Ambiente, e apenas aumenta a Inspeção Geral (IGAMAOT) em 7%, o que nem chega para as atualizações de salários. Reforço da fiscalização nada.
Ou seja, naquela que era a oportunidade de investir no combate à poluição e aos prevaricadores o governo nada faz. Não era mais responsável e sério, face às posições públicas do Ministro do Ambiente e da Geringonça, alocar parte deste aumento ao incremento da fiscalização? Pelos vistos não. Vamos é fazer alargar o metro.
De nada serve participar em manifestações, fazer denúncias e questões ao governo se quando chega a hora H, onde podemos fazer a diferença numa decisão política, ficamos quietos perante uma decisão injusta.
PS, BE, PCP e Verdes têm um acordo para o OE2018 e o aumento da fiscalização dos poluidores não está lá. Se já não há austeridade, se o défice já não está nos 12%, se já não há troika, qual é afinal a desculpa? Há dinheiro para o Metro do Porto, para o Metro de Lisboa e para a Caparica, mas não uns tostões para o rio Tejo? Bastava uma pequena parcela, bastava o equivalente a uma “parede” de uma das novas estações de metro.
Fica o desabafo ou desafio. Fica o recado.


Realmente, à exceção dos incêndios este caso é hoje em dia o mais calamitoso a nível nacional. O Tejo, o maior rio que temos, está um esgoto. Não se compreende tanta passividade.
O Rio Tejo é um ” caixote do lixo ” cada vez mais volumoso que Castela (Espanha) despeja para o seu “vizinho” Portugal . As autoridades portuguesas têm sido demasiado condescendente para com as congéneres espanholas . E não é apenas o Rio Tejo que é tratado desta maneira . Os outros rios provenientes do país vizinho não escapam a este expediente .