Os trabalhadores da fábrica de produtos alimentares Panpor, em Rio Maior, chegaram a acordo com a administração da empresa, esta segunda-feira, dia 22 de janeiro, que assumiu voltar a contabilizar a meia hora diária para almoço como tempo de trabalho, divulgou o sindicato.

Os trabalhadores da Panpor, em Rio Maior, chegaram hoje a acordo com a administração da empresa “numa reunião em que foram tomadas decisões muito positivas ”, segundo Rui Matias, do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB).

Os trabalhadores iniciaram no dia 8 uma greve de meia hora por turno, que se prolongou até ao dia 20, em protesto contra “o tempo que são obrigados a trabalhar sem remuneração para além das 8 horas de trabalho diário, em que se inclui a meia hora de refeição determinada pela empresa, a qual não é verdadeiramente tempo de refeição, mas sim tempo de trabalho” disse então o sindicalista à Lusa.

Já hoje, no final de uma reunião com a administração, Rui Matias revelou que, em relação aquele que “era o principal ponto” de separação de posições, “foi conseguida uma presunção de acordo em que a administração fez uma proposta para que grande parte dos trabalhadores veja essa meia hora introduzida no seu horário de trabalho”.

A medida deixará ainda de fora alguns funcionários “com turnos de menor dimensão”, mas garantiu que o SINTAB continuará “as negociações para que venham a ser abrangidos ainda em 2018”.

No encontro as partes chegaram ainda a acordo relativamente aos “subsídios de frio”, outra das reivindicações dos trabalhadores, que agora a administração decidiu implementar.

Da paralisação resultou ainda a decisão de “fixar o salário mínimo em 600 euros”, o que representa para alguns dos funcionários “um aumento de 40 a 50 euros”, bem como de fixar o aumento salarial para todos os trabalhadores em 20 euros, acrescentou Rui Matias.

À Lusa o dirigente sindical referiu que “vão ser marcados plenários para informar os trabalhadores destas decisões” e disse que o sindicato vai “prosseguir as negociações com a empresa” que, pela primeira vez, “demonstrou abertura ao diálogo e vontade para discutir a nossa carta reivindicativa para 2018”, adiantou.

Apesar do “balanço positivo” em relação à greve, Rui Matias escusou-se a quantificar os números finais da adesão que, no primeiro dia da paralisação, o SINTAB, em comunicado, referiu ter sido “acima dos 90”.

“Mais importante que os números é o resultado final, e esse foi o que pretendíamos”, afirmou Rui Matias, adiantando que “os objetivos foram “plenamente” conseguidos.

A Lusa tentou, sem sucesso, contactar a administração da empresa, que durante a paralisação recusou comentar os números de adesão ou as declarações do sindicato.

Agência Lusa

Agência de Notícias de Portugal

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