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A situação económica e a sua resposta no contexto da pandemia de Covid-19 são uma prioridade por estes dias. É necessária uma resposta que permita garantir o emprego e impedir que o medo contagie tudo. O medo, neste caso, é um maiores desafios e obstáculos económicos a combater. Confiança! Só com confiança a resposta económica pode ter lugar.

Obviamente, que a situação de saúde pública vai gerar problemas económicos e sociais complicados. Era impossível que assim não o fosse. Mas, com o devido respeito pelas normas de saúde, é importante começar a preparar a abertura gradual dos setores.

Hoje muitos no estrangeiro falam positivamente dos resultados na saúde até aqui alcançados no nosso país. O mérito é certamente de todos os portugueses e daqueles que no Serviço Nacional de Saúde trabalham para esses resultados, fruto do esforço e empenho de todos.

Esta resposta positiva do Serviço Nacional de Saúde tem resultados positivos na economia. A marca Portugal saí reforçada e o nosso país apresenta igualmente mais capacidade nas respostas visto não existir colapso do sistema de saúde.

Sabemos que o turismo e a restauração são dos setores mais afetados por esta crise profunda, sectores estes que representavam 10% do Emprego, e 14% da economia nacional. Sabemos que a retoma no turismo será necessariamente lenta. E a segurança do ponto sanitário será muito relevante para essa retoma.

Do ponto de vista económico, a resposta das nossas empresas e trabalhadores não podia ser, na maioria dos casos, mais satisfatória. Responsabilidade e empenho para a economia não parar. Muitas empresas souberam mudar o seu foco produtivo, para equipamentos de proteção individual ou álcool gel.

É importante salvar a economia e o emprego. As medidas do estado como o “lay-off” ou o apoio às famílias representam um investimento mensal superior de 2,7 mil milhões de euros. Este investimento é importante para salvar o emprego.

Simultaneamente, é necessário a injeção de dinheiro na economia e Portugal está autorizado pela Comissão Europeia em conceder empréstimos até 13 mil milhões de euros, com garantia mútua. É necessário fazer chegar este dinheiro chegar à nossa economia.

A questão de saúde e a económica não são incompatíveis, devem andar a par. Com melhor resposta na saúde teremos melhor resposta na economia.

Hugo Costa, 42 anos. Economista, deputado e presidente da distrital de Santarém do PS.

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