ULS Médio Tejo aponta fase de estabilização nas infeções respiratórias. Foto arquivo: mediotejo.net

“O processo no momento está já há algumas semanas no Tribunal de Contas para obtenção do visto. Até à semana passada faltava no processo do Tribunal de Contas a portaria de extensão de encargos, que foi publicada na semana passada em Diário da República. Era um dos últimos elementos que eram solicitados”, disse ao meditejo.net o presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo.

“A nossa expectativa no momento é que nos próximos dias, próxima semana, haja a decisão do Tribunal de Contas, que nós temos a expectativa que seja positiva, não vemos razão nenhuma para que assim não seja, mas temos que aguardar aquilo que é a decisão do tribunal e assim que possamos ter essa decisão de visto dado pelo Tribunal, passamos à parte final, que é por parte do Conselho [de Administração] deliberar a adjudicação da obra e depois assinar a consignação ao empreiteiro para começar o mais rapidamente possível. Tanto quanto sei, está preparado para o fazer o mais brevemente possível”, indicou Casimiro Ramos, dando conta que as verbas necessárias, 3.6 milhões de euros, estão cabimentadas no orçamento.

“Sim, sim, isso já era algo garantido desde há dois anos para cá, que nós tínhamos, orçamento após orçamento, orçamentada a verba para realizar a obra”, disse o gestor, tendo feito notar que os atrasos no processo fizeram subir o valor inicial da empreitada de 2.7 ME para 3.6 ME.

Casimiro Ramos, presidente do CA da ULS Médio Tejo

“Também fez subir aquilo que é o valor do nosso orçamento, que passou para 200ME, tem mais 80ME, mas a verba está acomodada, está prevista em termos orçamentais, mas efetivamente vai custar aos cofres do Estado mais do que o previsto”, indicou, tendo feito notar que esta é “a grande obra” que falta realizar no Hospital de Abrantes.

“Sim, esta é a grande obra, dentro daquilo que são grandes obras na Unidade de Abrantes. A remodelação da rede de águas foi terminada à cerca de dois meses, demorou quase dois anos a ser feita. Foi todo o edifício, canalizações, caldeiras, enfim… está como novo em termos de rede de águas. Dá uma segurança, porque o grande risco nisto, como sabem, é a questão da legionella que fica afastado, tendo as medidas obviamente de manutenção necessárias. Mas que não tem comparação com aquilo que era uma estrutura com 40 anos”.

“E depois esta obra, nós gostaríamos que ela já estivesse feita, todos gostaríamos, mas, uma vez terminada a obra da urgência… a consulta externa é o espaço que todos conhecemos, as próprias instalações do CRI estão no momento numa adaptação para estar dedicada toda aquela área à ortopedia de intervenção pelo CRI e depois falta a obra também da cardiologia. Mas, digamos, já são obras pontuais pelos serviços, em termos de estruturas do edifício. Fica apetrechado para os próximos anos”, concluiu.

Utentes da Saúde recebem garantia que obras na Urgência de Abrantes vão avançar

As obras de requalificação nas Urgências do Hospital de Abrantes vão avançar, tendo sido finalmente assinada “a portaria de extensão”, já havia sido revelado por representantes dos Utentes da Saúde do Médio Tejo.

“Recebemos a informação de que terá sido assinada a portaria de extensão, aguardando única e simplesmente que seja publicada em Diário da República para o processo poder seguir, havendo a garantia de, da parte do concorrente que vai executar as obras, da intenção de, no final de março, princípio de abril, avançar com o início das obras”, disse Manuel José Soares, porta-voz da Comissão de Utentes (CUSMT), no final de uma reunião a 20 de fevereiro com o Conselho de Administração da ULS Médio Tejo.

Segundo o dirigente da CUSMT, as obras na Urgência do Hospital de Abrantes, “prometidas e necessárias há anos e anos”, têm projeto, financiamento, concurso feito e empresa escolhida para fazer a obra, mas apenas faltava a assinatura de um membro do Governo numa portaria de extensão para que se concretizasse a adjudicação e o consequente início das obras”, o que agora foi concretizado.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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