A irmã Maria dos Anjos Alves, que esteve entre 1975 e 1988 em Tramagal, foi reeleita superiora Geral das Irmãs da Apresentação de Maria. Foto: DR

A irmã Maria dos Anjos Alves, que esteve vários anos em Tramagal, no concelho de Abrantes, é a nova superiora Geral das Irmãs da Apresentação de Maria, sendo a primeira portuguesa a ocupar este importante cargo internacional e que está espalhada por todo o mundo, anunciou a Congregação.

Na sua página oficial, pode ler-se: “o Senhor preparou-nos uma nova Superiora Geral (Mére), Maria dos Anjos Alves. É com grande alegria que o nos na fé e no amor. Damos graças a Deus e asseguramos-lhe a nossa oração. Como o Papa Francisco, ela disse-nos: reze por mim”.

A história

Em plena Revolução Francesa, no auge da perseguição religiosa e do encerramento de conventos, Maria Rivier e quatro companheiras tiveram a audácia de fundar uma comunidade religiosa na pequena povoação de Thueyts (Ardèche – França). Foi a 21 de novembro de 1796 que se consagraram a Deus e à instrução da juventude, adotando o nome da festa que se celebrava nesse dia: Apresentação de Maria.

Com o lema “Fazer conhecer e amar Jesus Cristo em toda a nossa vida”, o seu carisma é a educação cristã das crianças e da juventude, sobretudo os mais pobres, nascido daquela experiência inicial da contemplação do mistério da Pietá e, também, do mistério de adoração e oferenda da Apresentação de Maria no templo.

O seu primeiro pilar é a espiritualidade de conhecer, viver e anunciar Cristo. O segundo é a vida em comunidade de escuta da Palavra, de partilha de fé e de ajuda fraterna. O terceiro é a participação na missão de ensino da Igreja, com um zelo apostólico que “não conhece fronteiras”. Por isso, assumem também a disponibilidade para ir “ad gentes”, não só nas casas que fundam, mas em parcerias e na promoção de projetos de voluntariado missionário.

Irmã Maria dos Anjos Alves (1ª à esq) é a nova superiora Geral das Irmãs da Apresentação de Maria. Foto: DR

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *