Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME) assinalou oito anos em Abrantes. Foto: Exército

O Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME) comemorou o seu 8.º aniversário em Abrantes, onde tem o seu comando operacional, numa cerimónia de celebração que incluiu o momento de Juramento de Bandeira do 6º curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército. O evento contou com a presença de diversas entidades militares e civis, bem como de familiares e amigos dos militares em formação.

O Centro de Operações de Apoio Militar de Emergência coordena a partir de Abrantes todo o dispositivo e capacidades do Exército instaladas para responder a ameaças cada vez mais complexas, em cenários críticos e que vão para além das atividades militares tradicionais, sendo as mesmas compostas por nove valências e 37 módulos, divididos por 32 unidades militares em todo o país, continente e ilhas. 

As nove valências de Apoio Militar de Emergência são compostas pela Defesa NBQR, Apoio Sanitário, Segurança e Vigilância, Engenharia Militar, Comando, Controlo e Comunicações, Manutenção e Transportes, Reabastecimento e Serviços, e Busca e Salvamento Terrestre, integrando um total de 37 módulos.

Criado em novembro de 2016, com o início da atividade operacional no Quartel de São Lourenço, um espaço de 37 hectares situado em Abrantes, o RAME prepara e coordena o apoio em situações de emergência que envolvam um número elevado de desalojados, riscos tecnológicos, atos terroristas, contaminação do meio ambiente, incêndios florestais, cheias e inundações, sismos e erupções vulcânicas.

As comemorações do 8.º aniversário do RAME iniciaram-se com o concerto comemorativo com a atuação da Banda Sinfónica do Exército no auditório da Escola Dr. Manuel Fernandes, no dia 16 de novembro, e a celebração eucarística com o Capelão Tenente Jorge Gonçalves, no dia 21.

No dia 22 de novembro realizou-se a cerimónia militar das comemorações do 8.º Aniversário do RAME e o Juramento de Bandeira 6.º Curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército, onde 63 soldados recrutas efetuaram o Juramento, num momento simbólico, testemunhado pelos seus familiares, e onde se comprometeram publicamente a servir Portugal.

A cerimónia foi presidida pelo Comandante das Forças Terrestres, Tenente-General Rui Manuel da Silva Ferreira, que enalteceu no seu discurso, o papel do RAME como uma unidade essencial no apoio militar em cenários de emergência.

Sublinhou ainda a importância da formação contínua e do empenho dos militares em honrar os valores e as tradições do Exército Português.

Durante a celebração, houve também lugar para a imposição de condecorações a militares do RAME e a antigos combatentes, reconhecendo o seu contributo e dedicação ao longo dos anos.

No seu discurso, o Comandante do RAME, Coronel de Engenharia Tiago Lopes, destacou a “maturidade” do RAME no que respeita à “contribuição para a capacidade de resposta do Exército Português perante situações de emergência”, sendo uma “valência indissociável das sociedades contemporâneas e que os factos mais recentes vêm reafirmando como essencial”.

Em jeito de balanço, de entre as mais variadas tarefas e missões cumpridas, o Comandante do RAME destacou aquilo que foi o Apoio Militar de Emergência neste ano, de onde “sobressai um claro reforço da importância e âmbito de atuação” da unidade.

O Coronel Tiago Lopes destacou o “acompanhamento e monitorização de cerca de 2.200 patrulhas que corresponderam ao empenhamento de 5.173 militares, com cerca de 344 mil quilómetros percorridos, só em missões de vigilância e deteção de incêndios rurais”.

Por outro lado, destacou a “projeção e acompanhamento de 04 Destacamentos de Engenharia, 08 Pelotões de Rescaldo e Vigilância Pós-Incêndio, 01 Grupo de Comando e Ligação e 04 RepFFAA, no apoio às ações de combate de fogos rurais”, a par de outras ações de apoio do Exército à rede de entidades responsáveis perante situações de catástrofe.

Regimento de Apoio Militar de Emergência assinalou oito anos em Abrantes. Foto: Exército

“Recentemente, fomos mais além das nossas fronteiras, enviando um destacamento de militares do Exército para Espanha onde desempenharam, principalmente, missões de limpeza de itinerários e remoção de escombros. Também como balanço, e na qualidade de polo de formação, o Regimento foi responsável pela realização do Curso de Apoio Militar de Emergência, estágio ao Curso de Formação de Sargentos e incorporou 310 novos soldados, dos quais 62 juram hoje bandeira”, declarou, tendo-se dirigido depois aos familiares dos recrutas e aos próprios soldados que juraram bandeira.

“Uma palavra aos pais, familiares e amigos dos Soldados Recrutas. A vós dirijo uma especial saudação, por representáreis um elemento imprescindível no bem-estar físico e psicológico destes militares. É em vós que eles buscam o apoio, o conforto e o aconchego, semana após semana, para continuarem determinados no seu propósito e afirmação. O vosso apoio, refletiu-se evidentemente nos elevados níveis de desempenho demonstrados nestas últimas cinco semanas. Só espero que este desempenho seja tanto motivo de muito orgulho para vós, como é para nós, porque estes Soldados Recrutas deram o seu melhor para hoje estarem aqui prontos a jurar defender a Pátria”, afirmou.

Numa mensagem aos soldados recrutas, o comandante do RAME começou por referir que “o ato Solene do Juramento de Bandeira encerra o primeiro ciclo da formação militar do Curso de Formação de Praças”, para depois salientar que, “além da aprendizagem de técnicas e procedimentos elementares, este período marca em cada um de vós uma nova identidade”.

“Esta etapa, que hoje se encerra, vem demonstrar que não existem impossíveis, e que através do sacrifício conseguiram ultrapassar todos os obstáculos que até aqui vos foram colocados. Aprendam que “a nossa maior fraqueza está em desistir. O caminho mais certo para vencer é tentar mais uma vez. O Exército Português não é alheio ao vosso valor e, atualmente, oferece diferentes oportunidades para uma carreira militar. Honrai o Exército e Honrai Portugal”.

O Coronel fechou a cerimónia do 8º aniversário do RAME com uma mensagem a todos os militares e funcionários do Regimento, prestando um “elevado agradecimento por toda a dedicação, empenho e lealdade que colocam em todas as concretizações. E a palavra concretização carrega em si todo o nosso foco. Somos caracterizados por fazer, por conseguir cumprir as tarefas mesmo que para isso seja necessário começar de novo e voltar a tentar”.

“Temos motivação para exercitar e criar as melhores soluções de emprego, para desenvolver sinergias com os restantes agentes de proteção civil por forma, e quando for preciso, estarmos preparados e darmos a resposta profissional que qualifica a atuação do Exército”, exortou o Coronel Tiago Lopes.

“A nossa ambição em crescer nos diferentes vetores de desenvolvimento do Apoio Militar de Emergência, impele-nos para a excelência de desempenho e para elevados níveis de operacionalidade. Queremos e vamos continuar paulatinamente, a intervir nas nossas instalações melhorando as condições de habitabilidade, bem como a qualificar e preparar os nossos recursos humanos para os desafios decorrentes dos riscos tecnológicos e naturais. Agradeço a todos os que nos antecederam pela visão, empenho e profissionalismo. O sucesso atual é vossa responsabilidade”, afirmou, concluindo com uma mensagem de futuro.

“Celebramos assim, com o sentido de missão cumprida, mais um aniversário da nossa Unidade. Hoje, como em tempos próximos, a realidade assumiu contornos de exigência, maioritariamente impostos pela conjuntura climática. Temos a consciência que nem tudo estará perfeito, como queremos e desejamos… a mudança é uma constante que urge adaptabilidade e flexibilidade, nunca esquecendo os valores de humanidade e fraternidade que nos caracteriza. Confio em plenitude que o Regimento de Apoio Militar Emergência estará à altura das expectativas da sociedade”.

“Meu General Comandante. Orgulhoso pelo que fizemos e iremos fazer, termino agradecendo a sua liderança e apoio, assegurando a vossa Excelência que todos quantos servem neste Regimento, estão alinhados na nobre missão que é servir a “… ditosa pátria minha amada”, concluiu.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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