Na sessão de assinatura do programa de valorização económica no âmbito da Rede de Aldeias de Xisto, o autarca da Sertã descreveu o potencial de um “território de serra, aldeias, tradições e saberes”, destacando os lagos formados pelas albufeiras do Cabril, Bouçã e Castelo do Bode, e feito notar que “há um enorme trabalho a fazer no sentido da promoção e valorização destes grandes ativos”. A Turismo Centro Portugal (TCP) integra 11 redes colaborativas da região que submeteram candidaturas a fundos comunitários no âmbito de programa de valorização de recursos endógenos.
A Casa da Cultura da Sertã recebeu a cerimónia de assinatura dos Contratos de Consórcio da Estratégia de Eficiência Coletiva do Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos – EEC PROVERE Rede Aldeias do Xisto 2030. São já cerca de 230 os consorciados, número que deverá subir, de acordo com o coordenador da ADXTUR, até dia 16 de fevereiro, data da submissão da candidatura.
Na cerimónia, no dia 7 de fevereiro, estiveram presentes inúmeras entidades da região Centro, como autarquias, empresas, associações, instituições de ensino, entre outras, que assinaram os contratos do Consórcio EEC PROVERE Rede Aldeias do Xisto 2030.
A sessão de abertura contou com intervenções de Carlos Miranda, presidente da Câmara da Sertã, Anabela Freitas, vice-presidente da Turismo Centro de Portugal, e Bruno Ramos, coordenador da ADXTUR.

Carlos Miranda deu as boas-vindas ao concelho da Sertã e descreveu o território sertaginense, destacando os lagos formados pelas albufeiras do Cabril, Bouçã e Castelo do Bode, sublinhando que “há um enorme trabalho a fazer no sentido da valorização destes grandes ativos”.
O edil reforçou ainda o facto de se tratar de um “território de serra, aldeias, tradições e saberes, e um território de xisto, de gastronomia, onde a nossa bandeira é o Maranho, entre outras iguarias”. Neste âmbito, o autarca realçou “o papel determinante que a Rede das Aldeias do Xisto desempenha na promoção e valorização dos ativos do nosso território”, onde a assinatura do consórcio para a Rede das Aldeias do Xisto 2030 assume especial relevância.
Bruno Ramos, coordenador da ADXTUR apresentou o plano estratégico e, perante uma plateia de parceiros, transmitiu a missão da Rede das Aldeias de Xisto: “gerar atratividade territorial estimulando o desenvolvimento ambiental, social, económico e sustentável integrado e participado”.

As ações previstas pretendem contribuir para a afirmação das Aldeias do Xisto como opção de vida, de direito próprio, tornando-as opções atrativas para habitar, trabalhar, investir, criar, aprender e visitar. Visam também “afirmar as aldeias como um modelo de sustentabilidade ambiental, social e económico”.
O coordenador da ADXTUR encerrou a sua intervenção com uma analogia entre o consórcio e o xisto: “individualmente as lascas do xisto são frágeis mas agregando-se, juntando-se nessa diversidade plural, conseguem ganhar importância, resistência e expressão”.

Anabela Freitas, vice-presidente da Turismo Centro de Portugal, elogiou o trabalho realizado pela ADXTUR na elaboração do plano estratégico apresentado, salientando o elevado número de projetos PROVERE que serão submetidos a candidatura apenas na Região Centro. Anabela Freitas destacou este aspeto “como um sinal de que os territórios e os agentes públicos e privados, têm a necessidade de trabalhar em conjunto e de preservar a sua identidade, as suas tradições, o seu modo de vida e, aquilo que para a Turismo do Centro é a autenticidade do destino”.
Reforçou também “a importância deste tipo de projetos ultrapassarem aquilo que são as fronteiras administrativas e a capacidade de congregarem várias entidades, critério fundamental quando se pensa em Turismo”.


Turismo Centro integra 11 redes que procuram valorizar recursos endógenos
A Turismo Centro Portugal (TCP) integra 11 redes colaborativas da região que submeteram candidaturas a fundos comunitários no âmbito de programa de valorização de recursos endógenos, foi hoje anunciado.
Termas, vinhos, queijos, náutica, património romano ou aldeias turísticas são alguns dos temas a que se dedicam as 11 redes colaborativas que a Turismo Centro de Portugal integra e que submeteram candidaturas a fundos comunitários, no âmbito do Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos (Provere) do Centro 2030, afirmou a TCP, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.
“Estas redes colaborativas, compostas por parceiros de áreas diversas, têm como objetivo primordial valorizar os recursos e o potencial económico dos territórios rurais e de baixa densidade, impulsionando o desenvolvimento regional”, aclarou a Turismo Centro.
Entre as redes que a Turismo Centro integra, estão as Aldeias do Xisto, Aldeias Históricas de Portugal, iNature – Turismo Sustentável em Áreas Classificadas e a Valorização dos Territórios Termais da Região Centro, que representam “fases evolutivas” de edições anteriores do Provere.
A TCP integra também a rede Aldeias de Montanha, que pretende promover a revitalização do espaço rural nas serras da Estrela e da Gardunha, a rede Center-Geoparks, que promove o património geológico dos quatro geoparques do Centro (Estrela, Naturtejo, Oeste e Serra de Aire e Candeeiros) e a rede Portugal Romano, que procura valorizar o património romano presente na região.
Uma fileira dos vinhos das regiões vitivinícolas do Centro, uma rede centrada no turismo náutico no interior da região, a valorização dos queijos qualificados do território e uma rede de quintas Ciência Viva que promova a literacia agrícola e divulgue a inovação no mundo rural são as restantes redes que a TCP integra, referiu.
As candidaturas serão agora submetidas à avaliação pelo Programa Regional do Centro.
Citada na nota de imprensa, a vice-presidente da Turismo Centro, Anabela Freitas, sublinhou que a integração naqueles consórcios reforça o compromisso da entidade “com o desenvolvimento regional”.
“Acreditamos que estas parcerias reúnem todas as condições para serem aprovadas e que fortalecerão ainda mais a coesão dentro dos territórios do Centro de Portugal”, frisou.
C/LUSA
