Rio Tejo vai ter novos cinco vigilantes Foto: Arlindo Marques

A profissão existiu em Portugal entre o séc. XVIII e o séc. XX, estava afeta aos Serviços de Hidráulica do Estado e acabou por ser extinta há cerca de 15 anos. Ao guarda-rios cabia a função de guarda e proteção dos cursos de água, passando pela fiscalização da extração clandestina das areias dos rios, da pesca clandestina, corte de árvores, situações de despejos/poluição, entre outras. Na nossa região, Luís Alves foi um dos que exerceu a profissão de guarda-rios durante mais de 30 anos. Atualmente é presidente da União de Freguesias de S. Miguel do Rio do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, no concelho de Abrantes.

Mas a função dos guarda-rios poderá ganhar um novo fôlego, na sequência dos gravíssimos episódios de poluição no Rio Tejo, que se têm repetido nos últimos anos.

Esta semana, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) abriu concurso para contratar cinco vigilantes da natureza para o rio Tejo, sendo que três vagas destinam-se ao Tejo Interior e duas para a área do Oeste, Lezíria e Médio Tejo.

O aviso foi publicado no dia 23 de janeiro em Diário da República e visa a admissão a estágio de ingresso com vista ao futuro provimento de cinco postos de trabalho da carreira de vigilante da natureza.

Para duas vagas, é necessário que os candidatos tenham domicílio na área geográfica de atuação da Divisão do Oeste, Lezíria e Médio Tejo da Administração da Região Hidrográfica do Tejo e Oeste.

Já para as outras três vagas, é necessário domicílio na área geográfica da Divisão do Tejo Interior.

O concurso está aberto, pelo prazo de 10 dias úteis, a contar da data da publicitação do aviso na Bolsa de Emprego Público (BEP), e visa, exclusivamente, a ocupação dos postos de trabalho indicados, caducando com o seu preenchimento.

Os vigilantes da natureza têm como função assegurar, nas respetivas áreas de atuação do serviço, funções de vigilância, fiscalização e monitorização relativas ao ambiente e recursos naturais, nomeadamente no âmbito do domínio hídrico, do património natural e da conservação da natureza.

As candidaturas devem ser formalizadas mediante preenchimento do requerimento dirigido ao Presidente do Conselho Diretivo da APA, identificando a referência a que se candidata, diretamente nas instalações da sede da APA, ou através do envio, por correio registado com aviso de receção, em envelope fechado, com a identificação do respetivo aviso.

Com Lusa

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