Depois do acicatado debate entre a presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira, e o deputado Miguel Domingos (PSD) na assembleia municipal de 4 de dezembro, a autarca trouxe novamente o tema do novo quartel da GNR à reunião camarária de 21 de dezembro. Segunda-feira, Fernanda Asseiceira referiu que a questão do quartel ainda não está encerrada e que espera que o novo Governo avance com o projeto.
“Nunca houve desinteresse por este processo”, salientou Fernanda Asseiceira, lendo e entregando aos vereadores um memorando com todo o histórico deste caso. Uma situação com 17 anos, conforme lembrou o vereador independente Artur Rodrigues, que foi sendo adiada pelos consecutivos Governos, até que em 2013 houve aval para que se avançasse com um projeto. O município fez um projeto de requalificação do atual quartel da GNR de Alcanena, mas este acabaria por ser colocado de parte.
A autarquia lembrou-se então de requalificar o antigo edifício das Obras Municípais, o qual viria a adquirir já em 2015 nesse intuito. Questionado o Governo sobre quais as mudanças a serem feitas e qual o montante disponível para apoiar a obra, Fernanda Asseiceira afirma que foi recebendo minutas de protocolo sem valores de construção ou projeto de obras.
A presidente recusou-se a assinar estes protocolos, pedindo mais elementos à estrutura central. Fernanda Asseiceira referiu assim que ainda não desistiu do processo e o novo quartel avançará quando o “Ministério da Administração Interna assim queira”.
Na assembleia municipal, Miguel Domingos questionou a autarca porque não tinha sido assinado o protocolo para o novo quartel enviado pelo Governo. A presidente frisou por diversas vezes que não assinou o documento porque não havia projeto de obras, mas o tema gerou uma troca de acusações mútuas que dominou a parte final da sessão.
