Fundo Ambiental garante salários aos antigos trabalhadores do Pego e adia leilão de energia. Foto arquivo: Paulo Cunha

Os cerca de 100 trabalhadores da antiga central a carvão do Pego, em Abrantes, já podem começar a receber os vencimentos em atraso relativos a 2025, na sequência da publicação do respetivo despacho em Diário da República (DR) por parte do governo, e que liberta as verbas do Mecanismo de Compensação para uma Transição Justa.

A publicação em DR do despacho que aprova a alteração e atualização do Regulamento do Mecanismo de Compensação para uma Transição Justa para o ano 2025, é datada de 26 de fevereiro e entrou em vigor um dia após a sua publicação, ou seja, na quinta-feira. A mesma “produz efeitos a 1 de janeiro de 2025”, pode ler-se no documento assinado pela Ministra do Ambiente e Energia (MAEN), Maria da Graça Carvalho.

“O mecanismo (…) prossegue os objetivos de uma transição justa, nomeadamente, na componente social e de proteção dos trabalhadores afetados pela transição para uma economia neutra em carbono”, refere o despacho.

Na quarta-feira, o sindicato representativo dos antigos trabalhadores da Central Termoelétrica do Pego, onde a produção de eletricidade a partir do carvão encerrou em 2021, havia alertado para a existência de dois meses de vencimento em atraso a cerca de 100 ex-trabalhadores, e apelado ao Governo para uma rápida resolução do problema [com a publicação do despacho que permitiria libertar as verbas], tendo feito notar um “contexto de emergência social” decorrente da situação.

No documento agora publicado em DR, o MAEN recorda que “a Central Termoelétrica do Pego, que recorria ao uso de carvão para a produção de eletricidade, encerrou a sua atividade a 30 de novembro de 2021, com implicações no emprego direto e indireto, junto das empresas prestadoras de serviços à Central, bem como na dinâmica económica do território onde se insere, pelo que importava mitigar os impactos socioeconómicos sobre os trabalhadores mais diretamente afetados”.

Nesse contexto, pode ler-se, “foi assim criado o ‘Mecanismo de compensação dos trabalhadores no quadro de uma transição justa’ dirigido aos trabalhadores e que tem como objetivo a manutenção do seu rendimento durante essa fase de transição”.

A mesma informação indica que, “considerando os prazos previstos para a completa implementação do projeto vencedor do procedimento concorrencial para atribuição de reserva de capacidade de injeção na rede elétrica de serviço público, que permitirá absorver parte destes trabalhadores, o apoio aos ex-trabalhadores da Central do Pego deverá manter-se em 2025, de forma a garantir-lhes previsibilidade de rendimentos”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Agência de Notícias de Portugal

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