PSP avança com videovigilância em sete cidades do distrito de Santarém. Foto ilustrativa: DR

A PSP anunciou ter concluído a assinatura do último protocolo de financiamento dos sistemas de videovigilância na sua área de responsabilidade, encontrando-se atualmente em fase de instrução os processos de autorização para instalação das câmaras em seis cidades do distrito.

Segundo o Comando Distrital de Santarém, os processos dizem respeito às cidades de Abrantes, Ourém, Entroncamento, Tomar, Torres Novas e Cartaxo, decorrendo em simultâneo o processo de renovação da autorização do sistema de videovigilância já existente em Santarém.

Em comunicado, a PSP refere que o processo “não foi isento de obstáculos”, tendo os protocolos celebrados com as câmaras municipais de Abrantes, Entroncamento e Tomar sido assinados duas vezes devido à necessidade de introduzir novas cláusulas relacionadas com a proteção de dados pessoais e alterações legislativas entretanto ocorridas.

A força policial sustenta que esta aposta, desenvolvida em colaboração com os municípios, visa dotar o Centro de Comando e Controlo Operacional de tecnologia considerada essencial para a prevenção da criminalidade e proteção de pessoas e bens.

No Médio Tejo, Abrantes é um dos concelhos mais avançados no processo. O presidente da Câmara Municipal, Manuel Jorge Valamatos, afirmou recentemente que todos os procedimentos da autarquia estão concluídos, aguardando apenas os trâmites finais da PSP. Está prevista a instalação de 25 câmaras na cidade, em locais já definidos mas ainda sujeitos a homologação policial.

O autarca manifestou expectativa de que o sistema possa entrar em funcionamento nos próximos meses, considerando que a videovigilância constituirá um reforço importante da segurança urbana e da atividade policial.

Também no Entroncamento o processo encontra-se em fase adiantada. A Câmara Municipal formalizou um protocolo com a PSP para a instalação de um sistema de videovigilância, que a autarquia indica que será composto por 55 câmaras, num investimento estimado em cerca de 200 mil euros. A medida visa reforçar a segurança urbana, prevenir a criminalidade e apoiar a atuação das forças policiais no concelho.

Em Tomar, Torres Novas e Ourém, os municípios têm igualmente vindo a acompanhar o processo em articulação com a PSP, estando os respetivos projetos em diferentes fases de tramitação administrativa. As autarquias têm defendido a videovigilância como um instrumento complementar de prevenção criminal, proteção de pessoas e bens e apoio à investigação policial.

No Cartaxo, a adesão ao projeto representa a entrada da cidade neste modelo tecnológico de vigilância urbana, seguindo uma tendência já adotada por vários municípios portugueses.

Já em Santarém, onde o sistema se encontra em funcionamento há vários anos e cobre zonas estratégicas da cidade, decorre apenas o processo de renovação da respetiva autorização legal.

Segundo a PSP, os sistemas de videovigilância serão operados no quadro legal em vigor e sujeitos às exigências da Comissão Nacional de Proteção de Dados e das entidades competentes, destinando-se exclusivamente à prevenção da criminalidade, proteção de pessoas e salvaguarda de bens.

A implementação destes sistemas integra uma estratégia mais ampla de modernização tecnológica das forças de segurança, procurando reforçar a capacidade de resposta operacional e aumentar a perceção de segurança nos espaços públicos urbanos.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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