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O vereador do PSD em Tomar manifestou a sua preocupação relativamente aos encerramentos pontuais mas frequentes das urgências básicas do Hospital da cidade. O tema foi levado à reunião do executivo, tendo Tiago Carrão solicitado esclarecimentos ao presidente do município. Hugo Cristovão (PS) lembrou a conjuntura nacional e atribuiu os encerramentos pontuais a “dificuldades de recursos humanos”.

“Desde o final do ano passado e o início deste ano, já assistimos a vários encerramentos temporários, um deles até mais de 24h, junto à passagem de ano. Este tema tem de nos deixar preocupados a todos, pelo menos a nós seguramente que nos deixa muito preocupados”, começou por referir Tiago Carrão, vereador do PSD.

Lembrando que o Hospital de Tomar não serve apenas os tomarenses, mas todos os utentes dos concelhos vizinhos, o vereador afirma que estes “foram privados deste serviço numa altura tão importante do ano, em que vemos as urgências cheias de dezenas de pessoas com gripes e são os profissionais de saúde também”.

“Daquilo que pudemos apurar e, atenção, os profissionais de saúde não tenho qualquer dúvida que fazem o seu melhor, o que podem e o que não podem, para assegurar um bom serviço aos cidadãos, mas também aquilo que nos fazem chegar é que vivem numa incerteza, em que a escala é quase feita ao dia. Isso também não é bom para eles e em última instância não é bom para aqueles que recorrem ao hospital”, sublinhou.

Dirigindo-se ao presidente da Câmara, Tiago Carrão referiu não ter “ouvido uma palavra” sobre os últimos encerramentos, pelo que questionou Hugo Cristóvão se “tem noção do transtorno que tem sido para dezenas de pessoas, entre utentes e profissionais, e se não está preocupado que isto não possa ser uma coisa de encerramento temporário a encerramento temporário possa levar a um encerramento definitivo das urgências básicas no Hospital de Tomar”.

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O autarca socialista Hugo Cristóvão referiu “não estar preocupado”por não acreditar que possa vir a haver um encerramento permanente das urgências. “Tenho a certeza que isso não está no horizonte da administração do nosso Centro Hospitalar. Devo dizer que tenho, com muita regularidade, falado com o senhor presidente do Conselho de Administração (…)”.

Referindo-se ao presidente do Conselho de Administração da Unidade de Saúde Local (ULS) Médio Tejo (ex-CHMT), o autarca destacou a “grande preocupação” e o acompanhamento prestados, destacando uma “vontade de proximidade e de disponibilidade, pondo sempre ocorrente dos problemas e soluções encontradas”.

No caso concreto de Tomar, Hugo Cristóvão indicou os constrangimentos já existentes, nomeadamente as “dificuldades de recursos humanos”, também sentidas a nível nacional. “Houve situações de algum significado de doença dos próprios profissionais que obrigaram à tal operação de escalas de forma não planeada e esses constrangimentos, a juntar àquilo que foi o constrangimento dos últimos meses do ano da não realização de horas extraordinárias, naturalmente tem criado alguns entraves e estas necessidades de encerramento, essencialmente em períodos noturnos, em alguns dias”.

“O que sei e quero sublinhar é o esforço dos profissionais (…), tem havido aqui um grande esforço de não encerrar e manter os serviços a prestar esse serviço às populações. (…) Obviamente que qualquer hora que esteja fechado é sempre de evitar, mas temos de reconhecer que no contexto daquilo que o país tem estado a viver nesta matéria, nós temos estado, enfim, bastante menos prejudicados”, concluiu Hugo Cristóvão.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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