PSD quer acabar com “marasmo” em Abrantes e acusa PS de governação “sem rumo nem estratégia”. Foto: mediotejo.net

O PSD de Abrantes deu o pontapé de saída para as autárquicas de 2025, tendo afirmado ter uma equipa “unida, coesa e determinada” em acabar com o “marasmo” que diz verificar-se em Abrantes por culpa de uma governação PS “sem rumo nem estratégia” e que “não ouve” a oposição. Os social-democratas, que fizeram uma avaliação política muito negativa do atual mandato, afirmam que 2025 é a “oportunidade para a mudança de gestão do concelho”.  

Tendo como ponto de partida a apresentação da nova Comissão Política Secção (CPS) do PSD eleita em 29 de junho, o presidente da concelhia, José Moreno Vaz, destacou esta semana, em conferência de imprensa que decorreu na Biblioteca Municipal, liderar uma equipa “unida” e “determinada” a trabalhar em prol dos abrantinos e do desenvolvimento do concelho, tendo indicado que os principais passos da CPS incidem na “captação de novos militantes”, em “promover a militância ativa”, e na “preparação das próximas eleições autárquicas 2025”.

“Queremos proporcionar aos abrantinos a oportunidade de mudança na gestão do concelho e vamos lutar tenazmente contra o poder instalado na cidade e no concelho, que não evolui”, afirmou José Moreno, tendo apontado as eleições autárquicas como uma “oportunidade de mudança”. O PSD elegeu nas últimas autárquicas um vereador e conquistou uma das 13 freguesias do concelho – União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto – além de ter representatividade na Assembleia Municipal e em algumas freguesias, situação que o PSD afirma querer inverter.

“O PSD quer ser a governação futura deste município, reunimos pessoas e ideias de qualidade para conquistar o nível de desenvolvimento e dinamismo que o Partido Socialista nunca conseguiu garantir”, declarou José Moreno, ladeado pelos vice-presidentes da CPS do PSD João Fernandes e João Morgado, líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal e presidente da JSD de Abrantes, respetivamente, e ainda pelo vereador Vítor Moura, único eleito dos social democratas com representação no executivo de maioria absoluta socialista.

PSD quer acabar com “marasmo” em Abrantes e governação “sem rumo nem estratégia”. Foto: mediotejo.net

Tendo como pano de fundo as eleições autárquicas e como objetivo o “regresso ao poder” o PSD de Abrantes fez uma “análise da política local” muito negativa, em concreto dos três anos do mandato em curso, da economia à saúde, do desporto à cultura, tendo afirmado que “o PS é um projeto político falhado, desde há longa data, pois nem sequer há um projeto político estrutural para o concelho”.

ÁUDIO | JOSÉ MORENO, PRESIDENTE DA CONCELHIA PSD ABRANTES:

A análise crítica foi transversal aos vários domínios de governação, com o presidente da Juventude Social Democrata (JSD) de Abrantes, João Morgado, um dos dois vice-presidentes da concelhia do PSD e membro eleito na Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, a apontar aos problemas relacionados com a educação e politicas de juventude e fixação de jovens, entre outros.

ÁUDIO | JOÃO MORGADO, VICE-PRESIDENTE DA CONCELHIA JSD ABRANTES:

O líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal, João Fernandes, também vice-presidente do PSD de Abrantes, fez igualmente uma análise muito crítica ao executivo socialista, que acusou de não ter “rumo nem estratégia”, e ao próprio Partido Socialista, ao afirmar que, “em Abrantes, PS significa ‘partido dos surdos’, porque “não ouvem ninguém”.

ÁUDIO | JOÃO FERNANDES, VICE-PRESIDENTE PSD ABRANTES:

Antes de passar a palavra ao vereador Vítor Moura, a voz do PSD no executivo, o presidente da concelhia, José Moreno, afirmou que “as propostas apresentadas pelos sucessivos vereadores do PSD ao longo dos anos de poder do PS, foram quase sempre objeto de desvalorização e esvaziamento dos seus conteúdos e por vezes até mesmo ridicularizadas”, mas, criticou, com algumas delas, de forma “frequente”, a serem “executadas pelo PS”.

“Tem sido frequente que propostas apresentadas pelo PSD, tenham elas sido formuladas pelos nossos vereadores ou constantes dos nossos programas eleitorais, serem executadas pelo PS como de suas se tratassem”, afirmou José Moreno, dando a palavra ao vereador.

PSD quer acabar com “marasmo” em Abrantes e governação “sem rumo nem estratégia”. Foto: mediotejo.net

O vereador do PSD no executivo municipal, Vítor Moura, acompanhou as afirmações de Moreno, teceu mais alguns comentários, exemplos, e leituras de análise politica, tendo concluído que a atual governação socialista “não tem projetos e investimentos diferenciadores” e que Abrantes tem “carência de gente competente no executivo”.

ÁUDIO | VITOR MOURA, VEREADOR PSD CM ABRANTES:

A fechar, João Fernandes insistiu numa governação “sem rei nem roque”, tendo adiantado que o PSD vai requerer uma Assembleia Municipal extraordinária para solicitar informações sobre vários temas e “tentar perceber se há estratégia no concelho” e “qual o projeto para Abrantes”.

PSD quer acabar com “marasmo” em Abrantes e governação “sem rumo nem estratégia”. Foto: mediotejo.net

José Moreno, por sua vez, questionado pelos jornalistas, disse ainda não ter nomes definidos ou convites feitos para integrarem as listas às eleições autárquicas de 2025, e que esse processo iniciará em setembro, depois do período de férias. O dirigente assegurou, no entanto, que o partido vai tentar concorrer em todas as freguesias para voltar a governar Abrantes tendo apontado a ideia base de “reforçar os mandatos do PSD e tirar a maioria absoluta ao PS”.

“Abrantes precisa de mais, e precisa de todos, a trabalhar em prol de Abrantes”, concluiu.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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