Assembleia Municipal de Tomar tentou, com sucesso, reverter a decisão inicial de não aprovação da desagregação das freguesias de Serra e Junceira. Frame: AMT

Para o PSD de Tomar “a população das freguesias da Serra e da Junceira está de parabéns” depois de se ter cumprido a sua vontade de desagregação da União de Freguesias (UF) com a aprovação na Assembleia da República no dia 17 de janeiro. A Comissão Política do PSD de Tomar, no entanto, afirma repudiar “as acusações e atitude do atual presidente da Junta da UF da Serra e Junceira”, tendo abandonado a sessão da Assembleia Municipal” de 20 de dezembro.

Com a aprovação em Assembleia da República, pendente da promulgação do Presidente da República, a partir das próximas eleições autárquicas, as duas freguesias passarão a ser novamente independentes.

Um processo que se iniciou em 2022 com a manifestação da vontade da população através da formação de um movimento de cidadãos, passando depois pela aprovação da Assembleia de Freguesia (20 outubro 2022), da Câmara Municipal Freguesia (14 novembro 2022) e da Assembleia Municipal (30 novembro 2022).

Em comunicado o PSD lembra que “este processo teve um sobressalto com a não aprovação, numa primeira fase, pela Comissão Técnica Independente responsável pelo processo, devido ao facto de um dos documentos solicitados (previsão orçamental para cada freguesia em separado) não ter sido enviada pela atual Junta de Freguesia. Uma situação que também poderia ter sido evitada pela Mesa da Assembleia Municipal se tivesse verificado os documentos que passaram por si em resposta à Assembleia da República”, realça.

A este propósito, o PSD de Tomar afirma repudiar “as acusações e atitude do atual presidente da Junta da União das Freguesias da Serra e Junceira, Américo Pereira, tendo abandonado a sessão da Assembleia Municipal de 20 de dezembro de 2024. Provavelmente em protesto com a sua própria responsabilidade neste ‘percalço’ do processo”.

Por fim, o PSD manifesta satisfação uma vez que “após o envio dos documentos em falta e com uma tomada de posição unânime da Assembleia Municipal a 27 de dezembro de 2024 e da Câmara Municipal a 6 de janeiro de 2025, o processo foi reconsiderado e viria a concretizar-se a votação favorável em Assembleia da República”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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