PS aposta em Pedro Duque para conquistar Câmara de Sardoal. Foto: mediotejo.net

“O meu programa, e neste caso a nossa linha de atuação, enquanto equipa, é um programa que é ambicioso, porque se trata, de alguma forma, de suprir lacunas que até aqui foram causadas ou foram criadas nesta última geração de governantes”, nomeadamente do PSD, partido que gere o município há 24 anos, disse o candidato do PS à Câmara de Sardoal, na sala multiusos do Centro Cultural, onde decorreu a apresentação da candidatura perante cerca de uma centena de apoiantes.

Tendo feito notar que “nem tudo foi mal feito”, apontando a “investimentos importantes para o dia a dia das pessoas em matéria de educação, cultura e de saúde”, Pedro Duque afirmou que, no entanto, os mesmos “não foram acompanhados de forma complementar em áreas preponderantes no sentido da fixação das pessoas, como a criação de condições para a habitabilidade e a criação de emprego”, áreas em que assegurou ir “fazer diferente” para “devolver a alegria e a competitividade” ao Sardoal.

“O Sardoal regista ano após ano, indicadores sociais e económicos dos mais baixos do país, quer em matéria do rendimento das famílias, quer em matéria da geração de riqueza, pela via empresarial. Passado este ciclo governativo, sob a direção deste executivo, persistem por resolver, os três maiores problemas estruturais do concelho, designadamente a Barragem da Lapa, a Casa Grande dos Almeidas, e a Revisão do Plano Diretor Municipal”, declarou.

Nesse sentido, afirmou, “o Sardoal está a perder terreno, está cada vez mais velho, está cada vez mais pobre, está cada vez mais triste, o que me custa imenso dizer e assumir, não tem aquela alegria que nós já conhecíamos noutros tempos, e o que é facto é que as pessoas nos pedem ajuda para recuperar esses tempos e reportam-me sempre, se calhar por alguma alusão partidária, aos tempos da dona Francelina Chambel”, uma das primeiras mulheres autarcas a ser eleita no pós 25 de abril em Portugal e que presidiu à Câmara de Sardoal entre 1976 e 1993.

PS aposta em Pedro Duque para conquistar Câmara de Sardoal. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | PEDRO DUQUE, CANDIDATO PS À CM SARDOAL:

Pedro Duque, 51 anos, que concorreu em 2021 pelo PS e perdeu a eleição para o PSD por 34 votos, afirmou estar convicto que é este ano que conquista o município.

“Tenho a convicção, e fundamentada, de que temos grandes condições para ganhar as eleições deste ano”, declarou.

Pedro Duque Miguel Lobato, casado e com uma filha, é Licenciado em Gestão de Empresas, Inspetor Tributário e dirigente associativo. Militante do PS desde 2004, presidente da Assembleia Geral de Militantes do PS de Sardoal e membro do secretariado da Federação do PS de Santarém, foi eleito pela primeira vez vereador da Câmara de Sardoal em 2005.

A Comissão Política Concelhia (CPC) do PS de Sardoal já havia aprovado por unanimidade o nome de Pedro Duque como candidato à Câmara de Sardoal, tendo o presidente da concelhia, Miguel Alves, destacado o perfil do cabeça de lista.

“É para – Fazer Diferente – que encaramos o desafio de vencer as eleições autárquicas. Uma ambição protagonizada pelo Pedro Duque com a proximidade de quem conhece o seu território e gentes, e com o rigor de uma vida pessoal, familiar, académica, profissional e autárquica lhe confere”, declarou.

PS aposta em Pedro Duque para conquistar Câmara de Sardoal. Foto: mediotejo.net

“É por todos reconhecido o potencial do nosso concelho, nomeadamente a proximidade a centros de investimentos regionais e as vantagens que as acessibilidades conferidas pela A23, agora gratuita, por iniciativa do PS, é, pois, prioritário redesenhar os instrumentos de gestão territorial e disponibilizar às pessoas e às empresas todo este potencial, fixando investimento, criando emprego e retendo assim o talento de jovens e menos jovens nas nossas terras, atraindo ainda mais gente e valor acrescentado ao concelho”, enfatizou.

O presidente da Federação Distrital de Santarém do partido, por sua vez, questionado sobre os objetivos para as autárquicas, afirmou que “o PS, com exceção do concelho de Mação, já governou todos os outros 20 concelhos do distrito”, pelo que, vincou, “não se candidata a nenhum concelho para perder”.

Segundo Hugo Costa, e “em relação ao Sardoal, existe um conjunto de contextos em que percebemos que esta é uma grande oportunidade. Repete o candidato, uma pessoa experiente, uma pessoa capacitada, e o concelho de Sardoal precisa de rejuvenescimento e, ao fim de 25 anos, precisa de novos ares, de novas formas de fazer política e de mais ambição e de mais capacidade para enfrentar os desafios dos novos tempos”.

PS aposta em Pedro Duque para conquistar Câmara de Sardoal. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | HUGO COSTA, PRESIDENTE DA DISTRITAL SANTARÉM DO PS:

Questionado sobre os objetivos para as autárquicas no distrito, onde o PS governa em 12 dos 21 municípios, Hugo Costa reafirmou que o PS “quer vencer todos os municípios”, tendo reconhecido que “Mação, naturalmente, é uma grande aposta, como é o Sardoal”, dois concelhos liderados atualmente pelo PSD, tendo ainda referido os municípios de Santarém, Golegã e Rio Maior.

O atual presidente da Câmara Municipal de Sardoal é o social-democrata Miguel Borges, a cumprir o seu terceiro mandato e que não se pode recandidatar ao cargo, partido que em 2021 obteve 45,2% dos votos, elegendo três dos cinco elementos do executivo municipal.

O professor Pedro Rosa, 47 anos, é o cabeça de lista do PSD à Câmara Municipal de Sardoal. Já o Chega anunciou que o empresário José Eugénio Cascalheira será o seu o candidato nas autárquicas deste ano. 

Além dos três eleitos do PSD, o atual executivo integra dois vereadores do PS, partido que obteve 43,7% dos votos em 2021, num total de 1.015, contra 1.049 do PSD.

Em 2021, estavam inscritos 3.201 eleitores no concelho de Sardoal.

As eleições autárquicas estão previstas para decorrer entre setembro e outubro deste ano.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Agência de Notícias de Portugal

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