A questão das acessibilidades para pessoas com mobilidade reduzida no edifício dos Paços do Concelho de Tomar esteve em destaque na última reunião do executivo, com o vereador do PS, José Delgado, a defender a necessidade de avançar com soluções estruturais, nomeadamente a instalação de um elevador, e o presidente da Câmara a reconhecer o problema, remetendo a análise para uma fase futura.
Na sua intervenção, José Delgado sublinhou que a situação não é nova e que as limitações de acesso ao edifício persistem, referindo que o salão nobre e os pisos superiores não são acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida.
O autarca acrescentou ainda que, naquela reunião, várias pessoas com mobilidade reduzida tiveram dificuldades em subir ao salão nobre, apesar de terem conseguido fazê-lo “com resiliência e esforço”, motivadas pelo tema em discussão, nomeadamente a reivindicação dos acessos à praia fluvial de Alverangel.
Recordando que o edifício é classificado como imóvel de interesse público e está integrado na zona especial de proteção de São João Baptista, José Delgado defendeu a retoma de contactos com a Direção-Geral do Património Cultural para estudar a viabilidade de instalação de um elevador.
O vereador sustentou que essa seria a solução mais adequada para garantir o acesso universal ao edifício, referindo que exemplos semelhantes já foram implementados em outros edifícios históricos classificados.
“Este espaço deverá estar aberto e disponível para todos”, afirmou, acrescentando que a solução exige estudo, projeto e posterior execução, manifestando disponibilidade do PS para colaborar nesse processo.
Na resposta, o presidente da Câmara Municipal, Tiago Carrão (Coligação PSD-CDS-PP), afirmou que o executivo partilha a preocupação levantada, reconhecendo que a questão das acessibilidades vai além do edifício municipal e se estende a vários pontos da cidade.
O autarca referiu que continuam a existir “pequenos grandes obstáculos intransponíveis” para cidadãos com mobilidade reduzida.
Tiago Carrão sublinhou que o tema deverá ser analisado “a seu tempo”, no âmbito de uma avaliação mais alargada sobre as condições de acessibilidade no concelho, sem avançar para já com medidas concretas ou calendário de intervenção.
