“O país arde, temos de acordar” é o mote para as manifestações que neste domingo, às 17h00, em 12 localidades do país, pretende traduzir “um sobressalto cidadão para criar uma floresta com futuro”, refere a organização. O “protesto contra incêndios, abandono e eucaliptos” vai estar, entre outros locais, na Sertã, na Alameda da Carvalha, e em Torres Novas, na Praça 5 de Outubro.
No rescaldo de mais um ano de incêndios letais em Portugal, este domingo, 22 de setembro, a mobilização “O país arde, temos de acordar” sairá à rua em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Castanheira de Pêra, Pedrógão Grande, Odemira, Vila Nova de Poiares, Sertã, Torres Novas, Gouveia, Arganil e Melres (Gondomar), indica a organização.
Nas redes sociais, a ‘Emergência Florestal’ apela a todos que saiam às ruas das aldeias, vilas e cidades, no domingo, dia 22 de setembro, às 17h00.
“A urgência de um sobressalto cidadão para criar uma floresta com futuro une as convocatórias que exigem uma transformação de fundo no território nacional, combatendo ativamente o abandono e a monocultura do eucalipto em Portugal como fatores essenciais dos fogos mortais”, pode ler-se na convocatória da ação de protesto, que ocorre “depois de mais um ano de mortes nas chamas, destruição de casas e infraestruturas em incêndios”.
“A fixação governamental com a perseguição às ignições esconde no essencial o real problema: Portugal tem um território cada vez mais abandonado e com donos desconhecidos, com a maior área de eucalipto relativa de todo o mundo, um corpo de vigilância e bombeiros subdimensionado e um mundo rural abandonado política, económica e socialmente”, alertam.
Os organizadores relevam ainda que “a nova realidade climática, combinada com à devastação da indústria do papel e celulose, da biomassa e da bioenergia, arrasta o país como uma âncora para o fundo, com a cumplicidade de governos de todas as cores”.
Em todo o país os manifestantes apelam à população que “participe, acordando da letargia e da impotência que sucessivas gerações de governantes impuseram sobre este tema”.
“Para construir uma verdadeira floresta do futuro, é necessário reduzir drasticamente o poder da indústria das celuloses, da bioenergia e da biomassa, deseucaliptizar a maior parte do território hoje ocupado por eucalipto puro e misturado com pinhal e espécies invasoras, para criar uma verdadeira floresta e bosques resilientes, que aguentem o futuro mais quente, que travem o deserto e promovam uma rehabitação do interior do país”, defendem.


Precisamos de floresta a sério
E faltou mencionar o terrorismo agrícola bem patente noutras zonas do pais.
E urgente reflorestar voltar as nossas florestas autóctones , existem tantas espécies , proteger flora ,fauna urgente , a Natureza grita