Chuva forte e trovoada levam Proteção Civil a alertar para inundações e deslizamentos. Foto: DR

As primeiras chuvas após o período de incêndios podem provocar inundações, deslizamentos e arrastamento de inertes, alertou a Proteção Civil, que prevê chuva forte, trovoada e granizo no Norte e Centro.

De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), as condições meteorológicas adversas estão previstas para quarta e quinta-feira, 26 e 27 de agosto, com períodos de chuva por vezes forte, sobretudo nas regiões do Norte e Centro, acompanhada de trovoada e possibilidade de granizo.

Está também previsto vento com rajadas até 65 quilómetros por hora no litoral oeste e nas terras altas, além de temperaturas abaixo da média para a época.

A ocorrência das primeiras chuvas poderá provocar inundações em zonas urbanas, sobretudo quando a acumulação de águas pluviais for agravada pela obstrução dos sistemas de escoamento.

A ANEPC alerta ainda para a possibilidade de instabilidade de vertentes e movimentos de massa, incluindo deslizamentos e derrocadas, devido à infiltração da água.

Este risco pode ser agravado pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais ou pela artificialização dos solos, segundo a Proteção Civil.

O arrastamento de inertes e outros materiais para as estradas é outro dos riscos identificados, bem como a possibilidade de contaminação de fontes de água potável por materiais provenientes de áreas afetadas por incêndios rurais.

A chuva poderá ainda deixar o piso rodoviário escorregadio e provocar lençóis de água nas vias, com redução das condições de segurança e da visibilidade para os condutores.

Na orla costeira, a Proteção Civil alerta para a possibilidade de acidentes associados à agitação marítima.

Perante a previsão meteorológica, a ANEPC recomenda a desobstrução dos sistemas de escoamento de água e a remoção de objetos que possam ser arrastados ou dificultar a drenagem.

A autoridade aconselha também a não atravessar zonas inundadas, a pé ou de automóvel, devido ao risco de arrastamento e de queda em buracos, depressões do pavimento ou caixas de esgoto abertas.

É igualmente recomendada a fixação de estruturas soltas, como andaimes, placards e outras estruturas suspensas, bem como cuidados acrescidos junto a zonas arborizadas, devido à possibilidade de queda de ramos e árvores durante períodos de chuva e vento forte.

A Proteção Civil aconselha ainda a evitar a exposição desnecessária à agitação marítima, sobretudo junto a arribas, praias, molhes e outras zonas costeiras vulneráveis.

Aos automobilistas é recomendada uma condução defensiva, com redução da velocidade e atenção à formação de lençóis de água e à diminuição da visibilidade.

A ANEPC aconselha, por fim, a acompanhar as previsões meteorológicas e a seguir as indicações das autoridades durante o período de instabilidade.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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