À data da aprovação do projeto, em janeiro do presente ano, o autarca havia referido que o investimento é uma “grande mais-valia, nós temos das águas mais límpidas da Europa, temos um Rio Zêzere de excelência e que nos dá uma multiplicidade de possibilidades ao nível do turismo natureza e qualidade da água”, tendo destacado as características de um concelho que tem 20 quilómetros de margens banhadas pela albufeira de Castelo do Bode.
O projeto, desenhado pela Modo Arquitetos e financiado em 350 mil euros pela Turismo do Centro, procurara dotar o espaço das condições essenciais para a sua utilização, sem colocar em causa a beleza natural do espaço.
Bruno Gomes destacou ainda o “potencial muito grande de crescimento ao longo de mais de 20 km de margens ribeirinhas”, assente num “turismo diferenciador, de qualidade e excelência”, e que, com este projeto concretizado, pode criar as condições para o município avançar para a candidatura à Bandeira Azul, símbolo de referência de qualidade e ambiental, às duas praias fluviais do concelho.


A empresa projetista “Modo Associados” conduziu a explicação do projeto de execução para a praia fluvial, tendo o arquiteto responsável referido que este já foi aprovado pela CCDR, pelo que se encontra “perfeitamente no momento de se poder lançar uma empreitada”.
Sublinhando que este é um “sítio incrível pela natureza e pelo espaço que já acolhe só por si”, o responsável referiu que se procura valorizar o espaço e “deixar algumas marcas que permitissem alavancar o potencial que ali está que é aquele espaço fantástico (…). Ela por si só é uma praia incrível, é natural e quase que não se precisava de fazer nada”.
A proposta visa o trabalho em torno de dois espaços, sendo um primeiro relacionado com a questão dos estacionamentos, que no passado se revelavam um entrave à frequência da praia e com constrangimentos aos moradores daquela zona.
A escolha do terreno para a implementação do estacionamento foi dificultada por um conjunto de construções ao lado da estrada que dá acesso à praia fluvial e que por si só já é “muito apertada”.
“Conseguimos arranjar um terreno possível para a construção de um parque. Não é um parque ótimo, mas é o parque possível neste momento”. O parque vai contar com 55 lugares marcados, para além de um lugar destinado a um autocarro.
Os utilizadores que deixarem o carro no estacionamento previsto terão de percorrer aproximadamente 200 metros a pé, no entanto, no final da requalificação, o projeto prevê a instalação de uma rotunda, junto ao acesso à praia, que permita às pessoas deixarem os pertences e ir estacionar a viatura ao parque.
“Inicialmente havia a ideia de construir um passadiço ao redor da praia fluvial”, afirmou o arquiteto, no entanto, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) não “permitiu fazer a intervenção. Tem tudo a ver com a cota do plano da Albufeira de Castelo de Bode”, acrescentou.
Junto à zona balnear será instalado um “pequeno equipamento de apoio”, com cerca de 25m2, onde será instalado um posto médico, instalações sanitárias, balneário de duche e ainda um pequeno bar com esplanada que será, posteriormente, concessionado.

“Parte da ideia de termos uma zona de ensombramento. (…) Este edifício de apoio é constituído por uma caixa que tem um barzinho de apoio e um conjunto de outros elementos. Depois tem uma grande esplanada e uma grande cobertura. Mais à frente tem uma outra esplanada que permite tirar partido da fantástica vista da Albufeira do Castelo de Bode”, afirmou o arquiteto da Modo Associados.
O edifício será numa estrutura metálica, “portanto, no dia em que a APA decida que temos de levantar esta infraestrutura, ela desmonta-se e pode ser relocalizada noutro espaço que possa ser entendido”. Além disso, a estrutura um espaço em baixo que será aproveitado para acolher embarcações lúdicas que poderão estar ao serviço do concessionário.
O investimento ascende a 512 mil euros, a que corresponde um incentivo não reembolsável de 352 mil euros a garantir pelo Estado, através do Turismo de Portugal, no âmbito do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido para a promoção e valorização dos recursos turísticos dos concelhos do interior do país.
O início das obras dentro está previsto para o primeiro semestre de 2024, com a nova praia fluvial da Bairrada/Bairradinha a poder ser usufruída em pleno na época balnear seguinte.






