O que começou como um círculo íntimo de sete mulheres transformou-se num movimento comunitário que envolve hoje cerca de quarenta participantes. O projeto “Mulheres de Abril” deu início à sua 3.ª edição, reafirmando Vila Nova da Barquinha como um espaço de encontro, costura e reflexão sobre o feminino.
As atividades arrancaram no sábado, 11 de abril, com a abertura do atelier e a oficina de construção de cravos, complementada pela intervenção da nutricionista Adelinda Lopes sobre “O Corpo na Maturidade”. Nesta tarde dedicada às mulheres de Abril, juntaram-se os músicos Cândido Godinho e Toni.
O programa prossegue no próximo sábado, dia 18 de abril, com foco no convívio e finalização dos cravos, incluindo o chá de receção às 09h00, a intervenção “A Mulher, as Ervas e as suas Mezinhas” pela herbalista Lia Fernandes às 09h15, e um almoço de partilha com momento musical e karaoke ao meio-dia.
O culminar das celebrações acontece a 25 de abril, em Tancos, com o hasteamento da bandeira às 09h00, seguido de um discurso e homenagem à Mulher de Abril de 2026.
Nesta edição, o destaque vai para a professora Maria Antónia, figura incontornável de Tancos pelo seu percurso na educação e cultura, sendo recordada como a única mulher eleita para a junta de freguesia local.
Ao longo de todo o mês, o projeto conta com diversas intervenções multidisciplinares, desde o olhar histórico de Fernando Freire sobre a “Mulher do Ribatejo” e a reflexão ecológica de Paulo Constantino sobre a água, até ao registo artístico da fotógrafa Joana Filipa, do videógrafo Luidy Batista e as crónicas do professor e jornalista Manuel Vicente.

Mais do que um evento, o “Mulheres de Abril” assume-se como um gesto contínuo de cuidado pela identidade e memória das mulheres e das gentes de Vila Nova da Barquinha.
Mona Martins, dinamizadora do projeto, reforça o espírito desta iniciativa com um apelo à união: “Não é um palco!!! É um encontro!!!! Cada participação é um fio… e juntas tecemos este Abril. Mulheres de Abril – 3ª edição. Vem fazer parte.”





Gratidão ao senhor Mario Rui Fonseca e também o Médio Tejo pela partilha e pela sensibilidade com que acolheu o Mulheres de Abril. 🌹…É importante sentir que aquilo que nasce na comunidade, com as mãos e com o coração, encontra eco e lugar….O vosso olhar ajuda a levar mais longe o que aqui se constrói… devagar, mas com verdade, dentro de todas dificuldade, Seguimos juntas, com mais força, mais presença e mais sentido.
Bem haja.