No dia 14 de maio, “Edmundo” volta à cena em Torres Novas, estendendo a experiência sensorial a novos públicos escolares. Foto: CIMT

A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo prossegue, ao longo deste mês de maio, com a programação do Caminhos 2025, um projeto cultural em rede que percorre os 11 municípios da região com propostas artísticas de acesso livre. Música, teatro, marionetas e projetos comunitários integram um ciclo de atividades que promovem o encontro entre públicos, artistas, visitantes e territórios, afirmando a cultura como motor de coesão social e desenvolvimento sustentável.

Depois do arranque da programa de maio em Ourém, no dia 5, com “Edmundo”, um espetáculo de teatro de marionetas dedicado ao público escolar, no domingo, 11 de maio, Abrantes recebeu, no jardim do castelo, o músico Rui Rosa, jovem cantautor natural de Torres Novas que apresenta canções intimistas sobre quotidianos, afetos e memórias. Na quarta-feira. dia 14 de maio, “Edmundo” volta à cena em Torres Novas, estendendo a experiência sensorial a novos públicos escolares.

A 24 de maio, no Cineteatro de Constância, o “Coro dos Comuns” convida pessoas de todas as idades a cantar em coletivo. Nascido da premissa de que “cantar é para todos os de vontade”, este projeto junta crianças, jovens e seniores em torno da memória cantada, numa real-feitoria de canções populares, reinventadas por uma equipa de músicos-pedagogos. Para ver e ouvir, a partir das 21h00.

Nesse mesmo dia, 24 de maio, às 16h00, o Largo dos Combatentes, em Mação, acolhe “Sómente”, do Teatro Só, espetáculo poético de teatro de rua que reflete sobre a solidão na velhice. Sem texto falado, aposta numa linguagem visual e emocional, com forte impacto cénico no espaço público, abordando de forma sensível o envelhecimento e o tempo que passa.

No dia 28 de maio, o Cine-Teatro de Alcanena apresenta, às 21h00, “Vida por Turnos”, peça de teatro documental baseada em testemunhos reais de trabalhadores por turnos.

A encenação de Mafalda Pereira explora o quotidiano de quem trabalha de madrugada ou à noite, e as suas implicações na vida familiar e social, através de três atos que representam os diferentes períodos do dia: manhã, tarde e noite.

O encerramento da programação acontece a 31 de maio em dois municípios. Em Tomar, no Cineteatro Paraíso, sobe ao palco, pelas 17h00, “Um Submarino em Marte”, espetáculo multidisciplinar que questiona o impacto do turismo de massas e o futuro ambiental do planeta. O projeto inclui ainda livro ilustrado, exposição e oficina.

No Entroncamento, o “Coro dos Comuns” encerra este ciclo com mais uma apresentação pública, celebrando a cultura em rede e a participação cidadã. Será às 22h00, no Cineteatro S. João.

Mais do que um conjunto de espetáculos, o Caminhos é um catalisador de envolvimento e partilha, promovendo uma política cultural de proximidade, descentralizada e integradora.

O programa completo e condições de acesso estão disponíveis em caminhos.mediotejo.pt.

Sobre o Caminhos

Criado em 2017 pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, o Caminhos pretende proporcionar encontros à volta da cultura, criando espaços partilha e de diálogo entre os artistas e as comunidades e estimulando o cruzamento da arte com o entretenimento.

O Caminhos é uma oferta cultural de programação em rede, de acesso livre, que percorre os onze concelhos do Médio Tejo – Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha – e reforça a identidade territorial e a participação ativa da comunidade.

O programa Caminhos insere-se no projeto Produtos Turísticos Integrados do Médio Tejo, cofinanciado pelo FEDER através do Centro2030.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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