Grupo Altri obtém 50 milhões de euros em Obrigações Verdes para projeto 'Caima Go Green'. Foto: Caima

O Grupo Altri obteve um financiamento de 50 milhões de euros através de Obrigações Verdes (Green Bonds). Esta operação tem como objetivo financiar o Projeto “Caima Go Green” que vai permitir à unidade da Caima, do Grupo Altri, que produz fibras celulósicas destinadas à indústria têxtil, passar a operar com recurso a energia obtida exclusivamente a partir de fontes renováveis.

O financiamento obtido permite a instalação de uma nova caldeira de biomassa e de um novo turbo gerador de 5 MW na Caima, em Constância, que passará a funcionar a partir de biomassa florestal residual.

Esta nova caldeira permitirá à Caima abandonar os combustíveis fósseis em todo o seu processo de produção, assegurando uma total autonomia energética de fontes exclusivamente renováveis. Será a primeira empresa ibérica do seu setor a atingir este marco histórico.

A Caima, que este ano celebra 135 anos, produz pasta solúvel destinada à produção de fibras têxteis e outras especialidades químicas. É a única empresa em Portugal e uma das poucas na Europa a produzir pasta solúvel pelo processo ao bissulfito de magnésio, tendo uma capacidade instalada de 125 mil toneladas por ano. Está também presente no setor das energias renováveis, produzindo mais de 130 GWh por ano de energia elétrica a partir da biomassa residual.

Com a nova caldeira da Caima, a Altri afirma vir “reforçar o compromisso com os principais objetivos de sustentabilidade do Grupo, alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, e com as expectativas dos nossos stakeholders, do qual resultou a definição do “Compromisso 2030″ do Grupo Altri”.

Em nota de imprensa a empresa nota que “o progresso da Altri tem sido reconhecido por várias entidades internacionais. O Grupo obteve o Rating ESG de A- no combate às alterações climáticas em 2022 pela CDP; o MSCI elevou o Rating ESG para BBB; a Sustainalytics elevou o Rating do Grupo Altri, colocando-o no Top 5 mundial entre as empresas do setor do Papel e Floresta; e a Ecovadis atribuiu um scoring de Platina o que o coloca no Top 1% mundial do setor”.

A emissão de Green Bonds tem uma maturidade até cinco anos. Toda a operação financeira foi organizada e montada pelo banco BPI, que é também o único subscritor destes títulos de dívida assentes em princípios de sustentabilidade.

Esta operação está alinhada com as condições estabelecidas pelos Princípios de Obrigações Verdes (“Green Bond Principles”) publicados pela International Capital Market Association, tendo obtido uma Second Party Opinion (“SPO”) positiva da empresa de ratings ESG e de research independente especializada Sustainalytics.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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