O projeto “Apadrinhaumaoliveira.org" organizou uma visita especial em Mouriscas. Créditos: Apadrinha uma oliveira

O projeto “Apadrinhaumaoliveira.org” organizou uma visita especial em Mouriscas (Abrantes), onde acolheu um grupo de padrinhos, madrinhas e pessoas da comunidade envolvidas na recuperação e preservação do olival tradicional, numa experiência que ligou pessoas, natureza e tradição. Em 2025, o objetivo é recuperar mais 1.000 oliveiras e continuar a criar oportunidades para a comunidade, sendo que cada apadrinhamento contribui para o sucesso desta missão.

A jornada começou com a receção dos participantes junto à histórica Oliveira do Mouchão, onde decorreu uma breve apresentação do projeto e da equipa no terreno, acompanhado de um breve lanche. Foi também um momento de partilha: cada padrinho teve a oportunidade de se apresentar, contar como conheceu o projeto e o que o motivou a apadrinhar uma oliveira, árvores muitas vezes em risco de abandono, agora cuidadas e valorizadas graças ao envolvimento da comunidade.

De seguida o grupo partiu para um passeio pelo olival próximo à Oliveira do Mouchão, um exemplo vivo de recuperação de olivais tradicionais. A visita deu a conhecer o trabalho de recondicionamento agrícola realizado pela equipa de campo do projeto, com práticas sustentáveis e respeito pelo ecossistema local.

Aprender a arte da produção tradicional do azeite

Seguiu-se, uma visita à SIFAMECA, empresa ligada à história do azeite na região. Este momento foi dedicado à aprendizagem sobre os métodos tradicionais e atuais de produção de azeite, símbolo do património agrícola português, aqui Evaristo Valente foi protagonista, elucidou os presentes acerca da importância de manter a tradição viva.

Foi preparada uma degustação de azeite onde se provou o azeite do projeto português com o azeite do projeto espanhol “Mi Olivo”. Esta prova contou com a presença de um membro da equipa do projeto “apadrinaunolivo.org”, Jaime Grimaldo.

O grupo almoçou no restaurante local, ’O Castiço’, onde os sabores da região estiveram em destaque. Esta pausa permitiu o convívio entre padrinhos, equipa “Apadrinhaumaoliveira.org” e elementos da comunidade.

Já durante a tarde, realizou-se um dos momentos mais emotivos do dia: a visita às oliveiras apadrinhadas por cada participante. Foi uma oportunidade única de criar uma ligação mais profunda entre os padrinhos e as árvores que escolheram apoiar, valorizando o impacto real que cada gesto de apadrinhamento tem na
preservação do olival tradicional.

A visita terminou com despedidas marcadas por abraços, sorrisos e o reforço do compromisso coletivo em proteger e valorizar este património agrícola e ambiental.

Segundo a organização “estas visitas são fundamentais para reforçar a ligação entre os padrinhos e a Apadrinhaumaoliveira.org. Permite-lhes ver, no terreno, o impacto do seu apadrinhamento na preservação do olival tradicional, na criação de emprego e na valorização da região. São também momentos de convívio e partilha entre pessoas com os mesmos valores, que ajudam a dinamizar o turismo e a economia local”, lê-se em nota de imprensa.

Sobre a Associação Apadrinha uma oliveira

A Apadrinha uma oliveira tem como objetivo recuperar oliveiras, desenvolver o património natural local e criar postos de trabalho. Para que o projeto seja sustentável, cada pessoa ou empresa pode apadrinhar uma oliveira abandonada.

Com um donativo anual de 35 euros ou 60 euros, escolhe a oliveira abandonada, batiza-a, recebe notícias da evolução da árvore e visita-a quando quer. Como agradecimento, recebe 1 litro ou 2 litros de azeite virgem extra por ano, produzido a partir das oliveiras abandonadas.

Em 2025, o objetivo é recuperar mais 1.000 oliveiras e continuar a criar oportunidades para a comunidade, sendo que cada apadrinhamento contribui para o sucesso desta missão.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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